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terça-feira, 24 de novembro de 2015

As Três de Terça

Três de terça? Você por aqui?
Tava com saudades, né? Eu também! Hoje chega aqui mais três bandas que você vai adorar, e óbvio, adicionar aí na sua playlist!

                                                     
                                                      Bidê ou Balde



Banda formada lá em 1998 na cidade de Porto Alegre no Rio Grande do Sul, lançou seu último CD nesse ano, com o nome de "Gilgongo! ou, a Última Transmissão da Rádio Ducher". Sempre que questionados sobre o nome da banda, os integrantes dão respostas diferentes. Engraçado, não é?

Integrantes: Carlinhos Carneiro (vocal), Vivi Peçaibes (vocal/teclado), Leandro Sá (guitarra) e Rodrigo Pilla (guitarra) na sua formação fixa. Integram a banda os músicos: Lucas Rafael Juswiak (baixo) e Guilherme Schwertner (bateria).





Rancore



Formada no ano de 2001 em São Paulo, a banda tem muita influência de Hardcore e Punk Rock. Seu último álbum levou o nome de "Seiva", lançado em 2001.

Integrantes: Teco Martins (vocal), Gustavo Teixeira (guitarra), Candinho Uba (guitarra), Caggegi (baixo) e Ale lafelice (bateria).


 
                                       



 Britônicos



Banda formada em 2010, possui variadas influências em seus estilo musical, desde o Rock até o Britpop. Nas letras de suas músicas, os tempos modernos e cotidiano são o que predomina. Lançou seu segundo EP esse ano, como o nome de "Onde a estrada vai", que foi produzido e gravado junto com a Pitty.

Integrantes: Felipe Gonçalves, Claudio Froncillo, Gustavo Scripelliti e Lennon Fernandes.



                                        




quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O Rock venera as mídias!

Quando tratamos um assunto, existem diversas mídias que podem nos auxiliar. Todas contribuem para mais conhecimento e nos influência de alguma forma. Acredito que muitas pessoas já ouviram falar de uma página no Facebook chamada “Brasileiríssimos” (clique aqui para entrar). A página retrata a música brasileira em geral, com postagens de frases de músicas e vídeos. Lógico que nós daqui nos identificamos mais com o Rock, mas o que chama a atenção nessa página é o quanto ela resgata aquelas músicas que amamos, mas já tínhamos deixado lá atrás, esquecido de alguma forma.

Desde postagens de Ana Carolina até Suricato, que já citamos aqui no blog, o “Brasileiríssimos” continua tendo cada vez mais fãs. Em nossa página no Facebook nos inspiramos neles que de alguma forma, assim como nós, tentam resgatar a cultura presente na música brasileira




Esse é o foco deles: Por que não fazer uma página com uma cara jovem e mostrar música de todas as épocas? Fazer com que esses jovens se identifiquem de alguma forma é uma boa forma de mostrar que nossa cultura musical também é muito rica. O que é interessante nessa página é que consigo ver o Rock em tudo, em cada postagem referente a qualquer musica, ela sendo rock ou não. 

Uma outra plataforma de interação bem legal é o Tumblr, que tem uma página chamada "Rock Nacional" (clique aqui para entrar). Já começa com a descrição: "Até pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo, quem roubou nossa coragem? Tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor". Bem a cara da revolução que sempre falamos do Rock, não é? Não poderia ser nada mais, nada menos do que um verso da música "Quando o sol bater na janela do teu quarto" da Legião Urbana. 
Nessa página, você encontra uma playlist imensa que com certeza irá se identificar. As postagens com fotos são de alguma forma parecidas com as do "Brasileiríssimos", porém com aquela cara clássica de Tumblr. Para resgatar aquela necessidade básica de qualquer roqueiro dizer o que sente, eles sempre fazem questão de postar alguma citação de grandes artistas.

Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
— Cazuza
(Via Rock Nacional)




A internet é repleta de sites e páginas nas redes sociais que dizem respeito ao que você mais gosta. Você acaba tendo uma eternidade de opções, e hoje mostramos a que mais nos identificamos.

Mas ainda não acabou! Mudando da água para o vinho, encontramos um livro que resume tudo o que queremos repassar aqui no blog a cada postagem. Outra dica, ein? Da Editora Esfera, o livro escrito por Carlos Alves Jr. e Roberto Maia chama-se "Rock Brasil - Um Giro Pelos Últimos 20 Anos do Rock Verde e Amarelo". 

Capa do livro


Se o livro fosse escrito por algum de nossos autores do blog, eu não me surpreenderia. O assunto principal dele é mostrar todo o processo de uma banda iniciante, com todas as dificuldades que ela passa até chegar às rádios. A principal intenção dos autores é incentivar cada vez mais bandas a entrarem em nosso cenário musical, com dificuldade ou não. Afinal, é disso que se faz uma boa história, não é?
O livro mostra que a produção clássica de um Rock se alia com a modernidade, sempre tentando manter esse estilo musical nos gostos do público. Se você lê nossos posts, e acredita assim como nós que o rock brasileiro não está em "extinção" como muitos dizem, precisa dar atenção à esse livro, que ressalta a importância crescente que a produção de rock brasileiro vem adquirindo no cenário nacional.

Esses três tipos de mídias influenciaram na construção no nosso blog. Percebemos que não importa qual tema você se identifique, sempre terá algo que te ajudará a se manter ainda mais perto e informado em relação a ele. 



terça-feira, 3 de novembro de 2015

"Só o que é bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível" - Chorão



Quando tudo o que você quer é gritar. Qual o sentimento daqueles que estavam ali em frente ao corpo do seu ídolo, sem poder fazer nada para trazê-lo de volta? Foi uma grande perda, que alcançou milhares de jovens brasileiros. Parece que quando as pessoas se unem e vêem sua grande dor não sendo a única, fica tudo mais fácil: “Vamos rezar juntos por ele, não importa de qual religião você seja”, eles diziam. Choram por alguém que nunca conheceram, ou que viram poucas vezes pessoalmente em shows ou esbarrando por aí. Mas, o que isso importa? Ele não estava fisicamente, mas seus ensinamentos em cada letra de música, sua forma de ajudar vários jovens a verem o mundo de uma maneira mais justa e sua companhia de todos os dias no fone de ouvido marcaram cada um que pôde viver nessa época. Mas ele se foi. E nada mais novo terá, sobrando apenas aquelas músicas antigas que escutamos todos os dias.
Parece que cada um está perdido e desnorteado. “Como assim? Morreu mesmo, assim do nada? Ele não tinha ido semana passada em um programa de TV?”. Aconteceu. E todos tentaram da melhor forma possível deixar uma homenagem àquele que lhe inspirou. “A vida me ensinou a nunca desistir, nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir”. Ele dizia isso, e todo esse baque que sofremos serviu para mostrar que a nossa vida continua, assim como ele também continua em outro lugar. Vamos procurar evoluir sempre, sem deixar que nada nos coloque para baixo.
Como pode ter ido tão rápido? Todos choravam e se perguntavam por que justamente com seu maior ídolo? Por que ele iria embora dessa maneira tão inesperada? Os olhos de cada um se fixavam no chão, cantando baixinho uma música dele que marcou sua vida, com uma bagunça na cabeça. “Ele não vai voltar, agora vamos ter que acostumar o Rock Brasileiro sem ele”. E se você perguntar agora para qualquer um que tenha aparecido na foto, como eles estão hoje, o sentimento é o mesmo: perda. O Rock Nacional entrou em luto naquele ano, e ainda está ferido. Então, vem cá. Vamos rezar todos juntos de novo, cada um com a sua forma de lidar com esse luto. Será que vamos olhar fixamente pro chão com aquela mesma indignação novamente? Sabia que eu acho que não? A emoção passou, mas o sentimento de perda eterna permanecer. Soubemos lidar com ele. E estamos vivendo. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Somos todos Rock

Desde o início dos anos 2000 o rock aprendeu a se dividir. Essa palavra que causa tantos desacordos: divisão. Quando você julga aquele por ser diferente, começa a surgir o “bullying” que causa recordáveis danos àqueles que sofrem. Podemos começar dizendo que ninguém é santo, e será que dentro do nosso próprio Rock, que sempre defendemos, não existe essa triste forma de tratar as diferenças, chamada “Bullying”?
Conversamos com o Christian Azevedo, 19 anos. O encontramos na Galeria do Rock e ele disse que já sofreu nas mãos dos próprios roqueiros: “Um dia eu estava andando na rua e um grupo de quatro caras começou a me zoar por conta da minha roupa. Eu usava calças coloridas e me chamaram de ‘viadinho’. Acho humilhante fazer isso com quem gosta de um rock diferente, porque no final de tudo, somos todos roqueiros”. Ele conta que os quatro rapazes usavam somente roupas pretas e coturnos, e confessa que não gosta desses estilos: “também não gosto das roupas que eles usam, e nem do tipo de rock que ouvem, em que nem se consegue ouvir a letra da música direito, mas nem por isso fico os xingando no meio da rua”.
Sabemos que existe mesmo essa diferença dentro do nosso estilo musical preferido. Sabe aquela típica família brasileira em que por lei deve conter um pai, uma mãe, uma filha namorando um menino, e um filho namorando uma menina? Bom, é um bom exemplo para darmos a respeito do conservadorismo. No Rock não é diferente. Conversamos também com o Paulo Ferreira, 27 anos, lá na Galeria. Ele acredita que existe o Rock, e o que chamam de Rock por preguiça de acharem outro nome que defina tal estilo. “Não consigo entender porque insistem em chamar essas bandas coloridas de Rock. É tudo fase, tudo modismo. Viu como já sumiram todos? Só sobra o rock de verdade. Confesso que tenho vontade de bater nesses famosos ‘emos’ ou naqueles de roupinha colorida. Não sabem como chamar aquele tipo de música, então incluem como rock. Ridículo isso, todos ‘poser’”. E não foi só o Paulo que teve essa opinião, mas também outras sete pessoas que conversamos, pensavam o mesmo. “Poser” é um termo muito usado no meio do Rock, pois significa algo “falso” que trai o movimento do Rock n’Roll. Praticamente todos usaram essa mesma expressão.

Cristian à esquerda e Paulo à direita
Mas mesmo tendo a opinião deles, estão corretos em discriminar assim o outro diferente? A sociedade denominou todos esses estilos como Rock. Mas que tal nos colocar na pele do outro? Foi o que disse Airan Correia, 30 anos. “Eu não gosto de julgar ninguém, porque eu sei que sou diferente. As pessoas me estranham, me encaram muito como se eu fosse algum tipo de aberração. Não digo a ninguém, mas tenho vergonha e fico chateado por isso. No fundo, somos todos iguais”. Airan colocou seu primeiro piercing aos 14 anos, e a partir daí não parou mais. Seu corpo todo tem tatuagens e piercings e possui uma barba comprida. Cada um se sente bem de uma forma, então por que julgar?
Quando pensamos em características daqueles que curtem Rock, temos outra divisão. Por um lado, aqueles todos de preto, e mesmo assim cada um tendo sua subjetividade; por outro, aqueles considerados “coloridos”; e também aqueles normais meros mortais, que não sabemos que gostam de rock apenas por olhar. É difícil citar uma característica que todos tenham, até porque cada um é muito diferente, mas o que podemos tirar de ensinamento por aqueles que conhecemos ao decorrer deste blog, é que todos não têm medo nenhum de expressar sua opinião, algo que os roqueiros fazem com facilidade desde o começo de tudo. Se a nossa música expressa sentimentos, por que não expressar os nossos? Essa é a questão.
Será que exatamente esse esquema de “expressar opinião e sentimentos” não contribui para o bullying? Não é o que a Paloma Murakami, 23 anos diz. “Acho sim que esse estilo proporciona para as pessoas essa forma de se expressar, mas não quer dizer que se deve ferir os outros, faltando com respeito. Acho que cada um tem seu estilo roqueiro, eu também tenho o meu, mas talvez seja essa a graça: sermos todos diferentes. Eu sempre digo o que penso, mas penso duas vezes em falar se isso for ferir alguém”.
Paloma também nos contou sobre como ser uma mulher roqueira: “Nunca me discriminaram, o que acontece são os caras que às vezes ficam surpresos em saber que conheço uma ‘tal banda’, como se somente eles tivessem direito a essa cultura. Mas quando você tem amigos que te conhece, isso não existe mais. A diferença é que não vou no meio dos bate-cabeça que acontecem nos shows, mas ainda estou lá curtindo igual”. Não existe diferença de sexo no Rock. Mais especificamente, as mulheres que gostam de tal tipo de Rock, geralmente têm o mesmo estilo do que os homens. A forma de se expressar continua a mesma. E aí de você em dizer que elas são diferentes.
Ambos frequentam os mesmos lugares. Por exemplo, o grupo do Paulo que conversamos acima sempre marca presença no “Manifesto Bar”, uma casa de shows lá no Itaim. A Paloma disse que sempre está com seus amigos no barzinho “The Pub” também em São Paulo. Segundo ela, gostam de se reunir para tomar uma cerveja e conversar sobre o dia a dia. “É algo normal, fazemos coisas que qualquer um faz, mas preferimos barzinhos que tocam as nossas músicas, aquelas que conhecemos. Já fui a alguns que só tocava sertanejo e pagode, não tenho nada contra, mas me senti deslocada. Querendo ou não, o estilo de música que gostamos forma nossa vontade sobre as coisas do dia a dia”.

Paloma à esquerda e Roberto à direita ( Cristina não quis aparecer na foto)
Conversamos com mais outras duas pessoas: Cristina Moraes, 22 anos, e Roberto Borges, 22 anos. Os dois são namorados e roqueiros, mas gostam de freqüentar lugares diferentes. Cristina gosta de se reunir com os amigos para tocar em sua banda, ela é a vocalista. Seu tão amado passatempo é completamente diferente do de Roberto, que gosta de passar o dia andando de Skate com os amigos, tudo ao som de “Charlie Brown”, é claro. “Gostamos de coisas diferentes, mas não quer dizer que não fazemos juntos às vezes. Adoro ir aos ensaios da Cris, assim como ela sempre se aventura no Skate comigo”, afirma Roberto.
Consequentemente encontramos todos os entrevistados acima no mesmo lugar: Galeria do Rock. Segundo Airan, é um lugar que se sente em casa. “Faço muitas compras aqui e me animo pra vir. É um lugar que ninguém me olha torto e posso fazer o que eu quiser”. Se você ir até lá, com certeza encontrará roqueiros de qualquer estilo, desde os que tem um mais casual até os mais pesados. Essa é exatamente a graça do local.

Galeria do Rock
O que não canso de dizer é que o Rock transparece como a sociedade está hoje: diversificada. Por que não ter pessoas diferentes dentro de um mesmo estilo musical?

Somos todos Rock, amigo. Vamos terminar nosso post com a frase mais clichê do Rock, mas também a mais verdadeira: “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”...  

As Três de Terça

Pessoal, sabemos que você adoram as três de terça e não pudemos deixar de mostrar hoje três bandas que vão adorar:

                                                    
                                                         VInDa
                                                           
                   

Banda formada pelo vocalista Vinicius D'Ávilla que já tocou com a banda astronautas. Segue na estrada nesse seu projeto junto com Guto Szuster na bateria e Jackson Pinheiro no baixo.





Tópaz

                                                                                 

O primeiro CD da banda gaúcha foi lançado em 2007 com onze faixas e possui a mesma formação a quatro anos. Seu som é muito conhecido de onde vem e você merece ouvir. Os integrantes são: Cris (vocal e guitarra), Fly (baixo e vocal), Gigante (guitarra) e Will (bateria).

                                                                                  

    
                                                                          Aliados

                                                                               

Banda formada em Santos no ano de 2000. Teve seu auge participando da trilha sonora da "Malhação" da TV Globo com a música "Sorrindo". É uma mistura de rock alternativo, hardcore melódico, punk rock e pop rock. Os integrantes são Fildzz (vocal), Dudu Golzi (vocal e guitarra), Rafa Borba (bateria) e Oliver Kivitz (baixo).

                                                                                 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Quando o fim não foi só o começo para a MTV Brasil

“Oi, eu sou Astrid e é com o maior prazer que eu estou aqui anunciando para vocês que está no ar a MTV Brasil!”. Foi o que Astrid Fontenelle disse assim que a MTV Brasil entrou no ar em 20 de outubro de 1990. Quem era a Astrid? Bom, você deve conhecê-la principalmente pelos programas que ela apresenta hoje na TV a cabo, caso você não conheça, sua mãe ou irmã com certeza devem conhecer.

 
 Astrid abrindo a MTV em 1990

Astrid juntamente com Cuca Lazzarotto, Daniela Barbieri, Rodrigo, Maria Paula (ex-Casseta e Planeta), Gastão Moreira, Zeca Camargo (você conhece principalmente pelo Fantástico) e Thunderbird foram os primeiros apresentadores da MTV, mais conhecidos como VJ’s. Talvez a maior graça do canal tenha sido a questão de que eles, e também os que se integraram na emissora posteriormente, tinham pouca ou nenhuma experiência em televisão, sendo apenas jovens que falavam a língua dos jovens.
Toda essa história foi a resposta da pergunta: Por que não existir um canal que se dedique aos jovens e à musica? Antes, o clipes musicais eram transmitidos principalmente no “Fantástico” da Rede Globo, além de outros programas da emissora, então por que não fazer algo diferente?
Com “Garota de Ipanema” na voz de Marina Lima, a MTV iniciou sua história no Brasil. Programas que se dedicavam a diferentes estilos de música, como “Yo!” para hip-hop e rap, “Fúria Metal” para Heavy Metal e Hard Rock, e “121” e “Lado B” que mostravam um lado alternativo do Pop e do Rock que não seguiam as tendências do momento. Esse foi o começo de uma emissora que jovens queriam apenas se divertir, fazendo música, humor, jornalismo e esporte da maneira mais leve possível. As músicas tocadas eram internacionais, assim como os ídolos da maioria dos brasileiros da época. Mas por que não mudar isso? Começou assim, um foco para as bandas brasileiras, como Paralamas do Sucesso e Skank. A partir daí, os clipes nacionais passaram a encher o Top 10 da emissora.
Mas quero contar como eu conheci a MTV, porque acredito que a maioria dos jovens da minha idade tenham conhecido da mesma maneira. Nosso foco aqui é o Rock, mas grandes programas de humor, ou relacionamento, como é o caso do “Beija Sapo”, chamaram a atenção de mais pessoas, deixando o foco da emissora para jovens entre 14 e 35 anos. A MTV de verão que levava as principais bandas brasileiras para um “luau” na praia, o “Rockgol” que era um jogo de futebol com bandas competindo entre si, “Disk MTV” em que as pessoas ligavam e votavam nos clipes que queriam ver, o “Covernation” apresentado pelo Marcos Mion em que duas bandas competiam por um troféu, Top Top que ensinava muitas coisas do universo da música em que cada programa tinha um tema, mostrando as 10 principais musicas que se referiam à ele, e o que deu ênfase às bandas brasileiras: “Os piores clipes do mundo”, sim, mesmo com Marcos Mion massacrando diversos clipes, justamente isso que fez com que jovens prestassem mais atenção àquelas bandas. 
Sabe várias das bandas que citamos nas “Três de Terça”? A maioria vimos através da MTV desse século, em que competiam no tão esperado "Prêmio VMB" que foi outro marco da emissora. Entre elas, estão Vespas Mandarinas, Vanguard, Vivendo do ócio, entre outras.
Nesse século, já por conta de Titi Muller, Didi, Penélope Nova, Paulinho Serra, Pc Siqueira, Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Bento Ribeiro, Luiza Micheletti, Marcos Mion, até ele ir para a Record, entre outros, fizeram a grade da emissora, que lutava para manter sua essência usando principalmente os meios de comunicação digital para manter-se de pé e se aproximar mais de seu público. Mas será que tudo o que é bom, realmente acaba? Pois é, a MTV está na TV a cabo hoje, deixando a dominação "Brasil" e sendo simplesmente "MTV", completamente diferente e sem a essência que tinha. Seu último programa foi exibido em 30/09/2013 e teve seu fim na meia-noite do dia 01/10/2013. O programa foi uma espécie de "especial de despedida", contando com bandas que fizeram a história do canal, e VJ's antigos e novos que choravam sem parar. Teve como não chorar com eles? Hoje, a MTV não tem mais VJ's, tendo em maior parte de sua programação, séries de TV.
E se você me disser que hoje o Rock não está tão na vista dos jovens como antigamente, justamente pela queda da MTV, eu acreditaria? Talvez, pois como eu disse, ela realmente fazia a cabeça dos jovens e formou a personalidade de muitos. Vale a pena ir ao Youtube assistir aqueles programas de antigamente, que mexiam tanto com nós, e se você não viu, mexerá com você também. 

Astrid que abriu em 1990, também encerrou a MTV no ano de 2013

Foi uma história de 23 anos de muita alegria a quem assistia. Por que decidimos falar dela? Citamos uma vez nesse post e nada mais justo do que dar ênfase à essa grande forma de comunicação que fez uma espécie de ideologia na adolescência. Obrigada por ter existido MTV, e nos mostrado o Rock, e como um simples Acústico seu deveria ser feito mais vezes. Nos despedimos de uma maneira triste, mas quem sabe um dia ela volta com aquela essência de antigamente? O fim pode ser o começo, não é?

terça-feira, 20 de outubro de 2015

As Três de Terça

Fala galera! Acharam que não ia rolar as Três de Terça dessa semana? Claro que não deixaríamos passar, afinal antes tarde do que nunca! rs
E nessa semana temos três bandas beeem diferentes: Vivendo do Ócio, Aditive e Suricato!

     
Vivendo do Ócio



A banda surgiu em 2006. O nome foi escolhido através de tardes preguiçosas de som e a banda se inspira em fazer um som contemporâneo de bandas como: The Strokes, The Hives, Arctic Monkeys, entre outros. Os integrantes são: Jajá Cardoso (voz e guitarra), Luca Bori (baixo), Davide Bori (guitarra) e Mamede (bateria).





Aditive



A banda surgiu em 2002, tem como gênero um hardcore melódico e já esteve em mais de dezenove estados brasileiros; É formada por: Sandro (voz e guitarra), Pablo Nechi (guitarra), Claudio (baixo) e Rafael (bateria).


 



Suricato


Suricato já participou do programa Superstar da Rede Globo e é composta por 4 integrantes: Rodrigo Suricato (voz, violão, guitarra, mala, bumbo, banjo, weissenborn, ukulele e gaita), Raphael Romano (baixo e percussão), Pompeo Pelosi (percussão e bateria) e Guilherme Schwab (didjeridoo,wiessenborn, viola caipira, gaita, violão e banjo). 



Crônica: Sobre ser a ovelha negra

Era verão de 2001 quando ouvi minha prima desesperada falando que a fulana tinha morrido. Eu estava na praia e não entendi nada, nunca havia ouvido falar de uma cantora rockeira. Eu tinha cinco anos e ainda sabia todas as coreografias do É o Tchan, não me julgue. Quem era a Cássia Eller que havia falecido? Achava que todas as rockeiras usavam apenas roupas pretas, coturnos e batons escuros, assim como a minha prima. Ela ia a todos os shows do Raimundos, mas sempre que eu a via cantando “fazer amor de madrugada, em cima da cama e embaixo da escada”, achava estranho. Kid Abelha era considerado um rock mais leve, mas tenho certeza que no show deles não tinha muitas pessoas com o look da minha prima. O maior problema foi eu descobrir anos mais tarde que apesar de cantar Raimundos de cabo a rabo, ela ainda mandava cartas para o Latino. Sim, o Latino. Cada um com os seus gostos e diversidade, não é? Preferi pensar assim. Naquele verão vi parte da minha família chateada. Por que ficariam assim por causa de alguém que nem conheciam? O que a tal de Cássia Eller tinha de tão especial?
Lembro que quando eu tinha lá para meus oito anos, estava chorando no jardim da casa de minha vó. Meu pai havia dito pela centésima vez que eu insistia em ser diferente de todos e que sempre discordava das coisas mais óbvias e eu precisava mudar. Tenho gravado na cabeça ainda a cena do meu tio me espiando no canto do portão, e depois de um tempo ele entrou e veio sentar ao meu lado. Ele me olhou e perguntou sobre meus sentimentos e o que eu fazia quando estava feliz. E que criança saberia responder uma perguntas dessas no meio de um monte de lágrimas? Eu era feliz do meu jeito e pronto, ué. Ele olhou para mim com um sorriso suspeito e me veio com outra pergunta: música te faz feliz? Eu não conhecia tanto sobre esse assunto, e para mim música era cantar em espanhol as trilhas sonoras de novelas mexicanas. Um espanhol de uma criança de oito anos, imagine como era. Ele disse: “Você não acha que é a ovelha negra da família? Suas opiniões são mais fortes e decididas, vejo você correndo atrás daquilo que quer com esses seus poucos anos de idade. Quero lhe deixar feliz”. Nisso, ele colocou fones em meu ouvido e escutei aqueles versos: “Foi quando meu pai me disse: filha, você é a ovelha negra da família. Agora é hora de você assumir e sumir...” Rita Lee era o nome dela. Como ela podia dizer exatamente o que eu sentia? Tive a resposta a respeito da tristeza de todos por causa da morte da Cássia Eller, e vi que essas pessoas que estão lá do outro lado do fone de ouvido cantando, fazem parte de nós.
A partir daquele dia eu recorria à musica em qualquer situação da minha vida. Para ser mais precisa: ao rock. Com doze anos tornou-se decorrente na minha vida. Ninguém na escola ouvia Cazuza. Ninguém na escola sabia a discografia completa do Queen. Ninguém na escola sabia todas as letras de Bon Jovi, Aerosmith, Creed, Pearl Jam, Capital Inicial, Paralamas, Skank e Lulu Santos, meus preferidos. Ninguém na escola sabia as coreografias da Blitz ao invés da Rouge. Mas quem disse que isso era ruim? Ensinei meus amigos a ouvirem minhas músicas, e não teria como não gostar.
Três anos depois um deles montou uma banda cover do Guns n’ Roses, uma amiga começou a tocar baixo em uma banda da cidade e eu ganhei minha primeira guitarra. Comecei a vender doces pra comprar um ingresso para ir ao show do U2, dormi na fila do show do AC/DC e vi o quanto a paixão move as pessoas. Chorei como nunca enquanto Jon Bon Jovi cantava “I’ll be there for you” no último show que fez no Brasil em 2013, e vivi cada momento como deveria ser vivido, um lema que levo para a minha vida.
Posso ainda ser a ovelha negra da família, e percebi que não adiantava chorar, mesmo estando perdida. Eu me encontrei com a música, com uma junção de lágrimas, coração partido e contentamento com quem eu sou. Isso que aprendi com o rock: não importa como esteja, onde esteja, você tem uma importância inexplicável para alguém, e esse estilo musical é assim, como cada um de nós. Tem sentimento, tem história. Comprei meu carro e no rádio só toca aqueles que me marcaram e aqueles que estão marcando. Em pleno século 21 arranjei motivos para jogar na cara de todos que o rock ainda não acabou.

Hoje arrumei minha mala e vim dirigindo com Skank no ouvido minha antiga guitarra no banco do passageiro. Ela me ajudou tanto e vi que ser a ovelha negra te torna especial, que não vale a pena esperar te aceitarem, “tira isso da cabeça e põe o resto no lugar”.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

As Três de Terça

E aí, pessoal! Tudo bem?

Voltamos depois de uma semana de recesso, afinal em semana de provas todo mundo precisa focar um pouco, né? Bom, a gente tenta. Mas, para relaxar um pouco depois de uma semana pesada e um feriado merecido, resolvemos fazer nossas Três de Terça com aquelas bandas que ainda mantém aquele espírito "Mamonas Assassinas/Raimundos/Ultraje a Rigor" com letras divertidas e engraçadas que vão nos colocar pra cima nessa semana pós-feriado. Espero que se divirta!

                                     
                                                  Pedra Letícia



A banda de pop rock se formou em 2005 em Goiânia conquistando um imenso público com suas letras divertidas e inteligentes. Apesar do humor, tem muita qualidade musical, e a fama de um dos melhores humoristas do Brasil dá muito sentido às letras que Fabiano Cambota canta. Venceu o concurso "Garagem do Faustão" e continua na estrada com a sua originalidade e irreverencia.

Integrantes: Fabiano Cambota (vocal), Thiago Sestini (percussão), Pedro Torres (bateria), Kuky Sanchez (baixo) e Xiquinho Mendes (guitarra).





Velhas Virgens



Formada em São Paulo, a banda que tem quatorze discos lançados, teve seu início na década de 80. Apesar de todos os discos lançados e anos de carreira, a banda teve seu marco após os anos 2000 após a repercussão na internet. Em 2001 lançou dois álbuns: "Reveillon-2001" e "A mulher do Diabo", além de seis videoclipes da banda e sua ascensão na MTV dando uma bela entrada neste século. A banda permanece na estrada, e seu último disco lançado foi "Todos os dias a cerveja salva a minha vida" em 2014.

Integrantes: Paulão de Carvalho (vocal, gaita e sax), Carlos "Tuca Pés-de-Arara" Paiva (baixo), Alexandre "Cavalo" Dias (guitarra e backing vocal), Filipe Cirilo (guitarra), Simon Brown (bateria) e Juliana "Juju" Kosso (vocal e performer).


                                     



João Penca e seus miquinhos amestrados


Com certeza o nome mais engraçado que você viu aqui hoje, foi dado à banda formada no começo da década de 80 por amigos que moravam em um mesmo prédio do Leblon. Sim, a banda é pioneira no Rock e já participou de diversos programas de TV. Teve em sua formação original o cantor Léo Jaime e depois de idas e vindas, reuniu-se em 2007 e manteve-se na ativa até o ano de 2010. 

Integrantes (última formação): Selvagem Big Abreu (vocal), Bob Gallo (vocal), Avellar Love (vocal), Dôdo Ferreira (baixo), Ricardinho Palmeira (guitarra) e Sérgio Melo (bateria).




quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Rock: seu histórico de vitórias e pedras no caminho

Foi em 65 quando as coisas começaram a mudar. Erasmo Carlos chegou com a Jovem Guarda, e a partir daquele momento, a música brasileira se transformou. Tudo continha música. Desde um simples comercial, até grandes filmes. E há quem diga que nossa comunicação se deve a essas melodias que nos acompanham todos os dias. Com o Rock hospedado de vez em nosso país, a indústria usou a influência que a música possuía na vida das pessoas, e passou a tornar mais real cada aspecto que automaticamente relacionamos a ela hoje, como por exemplo, os diversos estilos que o rock proporcionava: grunge, punk, metal, e por aí vai.
Além dos estilos, a forma de falar se modificou, dando espaço para as gírias. A forma de agir tornou-se mais rebelde, e podemos dizer, mais ousada. A parte difícil começou a partir de 68, quando a censura causada pela Ditadura se fez mais forte, estando presente em cada meio de comunicação possível, desde filmes e jornais até estacionar de vez na música. Vários músicos foram presos ou obrigados a irem para outro país. Muitos fugiram. A liberdade de expressão era tão escassa que ninguém tinha voz, e aqueles que tanto lutavam para mudar essas regras, eram castigados de alguma forma. 


Mas foi na época do clima de tristeza que o país havia acabado de passar que surgiram grandes nomes da música. Eles usaram todo seu descontentamento com as regras que haviam sido estabelecidas anos atrás e usaram seus dons de comunicação para desabafar diante dos problemas que o país ainda vivia: desde o surgimento da AIDS, até as diversas manifestações que ocorriam no Brasil. Foi quando Cazuza e Renato Russo, nos anos 80 e 90 respectivamente, abriram portas para diversos outros artistas, dando a eles a liberdade de fazer o que um verdadeiro roqueiro faz: mostrar sua opinião, seja para quem for.
O jovem foi tendo cada vez mais o seu espaço diante da mídia, até porque ela usava a imagem da juventude junto com a da música, para atrair mais pessoas, e consequentemente no nosso caso, passando a cultura do Rock de geração para geração. O Rock brasileiro tendo em seu histórico desde músicas que falavam de bicicletas, até as mais intensas relacionadas a sentimentos, engloba a muito tempo aqueles que se identificavam com ele e que possuíam um “quê” de rebeldia e transformação. Ele foi a trilha sonora das maiores manifestações ocorrentes no país, e o respeito por ele foi tornando-se cada vez maior.

Chegando ao século XXI, a indústria passou a dar um espaço maior a outras culturas musicais, obrigando o Rock a se reinventar e a se modificar totalmente, misturando diversos outros estilos e dando mais espaço para o sentimento em suas letras. Já passamos pela piores pedras no caminho, quando proibiram a música de ser livre, hoje apenas temos as riquezas que grandes artistas deixaram, e as novas que continuarão marcando mais um século.  


Pois é, a vida não é filme e temos o direito de tomar as rédias dela, com o Rock no ouvido e sempre lutando pelo que é certo. E ele permanece desde os anos 60, com a mídia querendo interferir ou não, ele sempre será a maior forma de comunicação e evolução pela qual o país já passou.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

As Três de Terça

Outra semana das Três de Terça! Hoje iremos apresentar as bandas que vão tocar no show que vai comemorar o aniversário de 30 anos da 89, a Rádio Rock, que você com certeza já conhece. Além dessas três que mostraremos aqui, a comemoração contará com ícones do Rock Nacional, como Titãs, Paralamas do Sucesso, CMP 22, Raimundos, Pitty e também com a banda cover de Legião Urbana (Urbana Legion) e Nem Liminha Ouviu, que já mostramos para você anteriormente aqui.
O show será na Arena Anhembi no dia 28 de novembro, e caso você esteja louco para ir, assim como eu, é só clicar aqui para adquirir os ingressos.


                                                 
                                                    Supercombo



Banda que se formou no Espírito Santo, mas se consagrou em São Paulo, principalmente depois de participar da segunda temporada do programa SuperStar, da Rede Globo. O nome se refere aos músicos da banda, que são de lugares diferentes e possuem gostos e influências musicais diversas.

Integrantes: Leonardo Ramos (vocal e guitarra), Pedro Ramos (guitarra), Carol Navarro (baixo), Paulo Vaz (teclado) e Raul de Paula (bateria).





Vespas Mandarinas



A banda formada no ano de 2009 em São Paulo, tem em seu som o típico rock alternativo e o pop rock. Com o ex-VJ da MTV como vocalista, a banda já foi indicada ao 14° Grammy Latino como "Melhor álbum de Rock Brasileiro" com seu álbum de estréia, "Animal Nacional".

Integrantes: Chuck Hipolitho (vocal e guitarra), Thadeu Meneghini (vocal e baixo) e André Dea (bateria). 





Scalene



Formada em Brasília, a banda ficou em segundo lugar na segunda temporada do programa SuperStar, da Rede Globo. O quarteto tem uma autenticidade musical incrível, e tem como influência as bandas Queens of the Stone Age, Radiohead, O'Brother e Thrice.

Integrantes: Gustavo Bertoni (vocal e guitarra), Tomas Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe Conde "Makako" (vocal e bateria).







sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Quando a essência é a mesma apesar dos anos...

O que nos perguntamos é: qual seria o papel do Rock? É apenas um estilo musical? Na verdade, é uma melodia capaz de expressar qualquer sentimento, seja ele bom ou ruim. De uma forma talvez mais pesada, mais melancólica e mais densa, o sentimento é o principal elemento do estilo musical que não difere identidade de gênero, sexual, profissional ou social. Você pode ser homem, mulher, homossexual, heterossexual, transexual, pedreiro, médico, faxineiro, porteiro, engenheiro, arquiteto, jornalista, recepcionista, pobre ou rico, nada disso importa porque a música será totalmente igual pra você e pra mim. Com o início do Rock, lá na década de 60, as pessoas o utilizavam para expressar-se, surgindo então uma bola de neve em que as letras daquelas melodias sentimentais influenciaram uma geração, que influenciou outra e assim por diante. Essa forma de “mostrar seus pontos de vista” acontece a cada minuto e a cada nota tocada, porém, na época em que os roqueiros ainda usavam boca de sino, tudo tinha uma percepção muito maior. Quando algo é diferente e não sabemos bem como lidar com isso, acabamos julgando sem nem ao mesmo conhecer, e às vezes não seria necessariamente um julgamento, mas sim, uma forma de entender o porquê aquilo ou alguém é diferente. Dessa forma, as pessoas podiam observar de longe aquele “cabeludo, magrelo, com boca de sino”, que logo assemelhavam: “aquele roqueiro”. Fomos mudando com o passar dos anos, e as formas de se vestir passaram a ser mais “pesadas” com cores mais escuras, jaquetas de couro, camisetas que levava os nomes das bandas preferidas dos roqueiros, jeans rasgados, etc.
A época foi mudando, a sociedade foi mudando, e foi tornando cada vez mais perceptível a subjetividade de cada um dentro do Rock. E essa é a essência do estilo, não é? Te ajudar a “se encontrar” e a “se conhecer” melhor. A encontrar nas vozes junto com aquelas melodias, o que realmente te dá uma força para demonstrar suas idéias e pontos de vista. Quer um exemplo dessa força? Quando chegou a difícil época da ditadura, a liberdade de expressão foi ferida, porém, o rock manteve sua marca de demonstrar em suas letras qualquer que fosse o sentimento, e nesse caso, refletiu a revolta dos jovens. Essa marca permanece viva até hoje. Desde contestar o país em que vivemos, até exigir uma mudança, o Rock se tornou um símbolo de personalidade, rebeldia e força de vontade. Os jovens se apegaram a isso para manter sua opinião sem medo nenhum, e isso fez com que o estilo musical fosse o mais popular de todos, nos anos 80 e 90.



Hoje, no século 21, o país teve uma mistura ainda maior de culturas, e o Rock acabou se popularizando e abrangendo muitas pessoas, que mesmo sendo completamente opostas, não mudaram seu estilo como era evidente antigamente. Por ter se popularizado, ele expandiu-se e hoje podemos dizer que não existe somente um Rock, mas sim, vários. Com tantos estilos musicais hoje, nos perguntamos: “será que aquela criança que passou a infância toda ouvindo Rock com os pais, quando crescer se assemelhará a isso? Também ouvirá o gênero e passará para seus filhos, ou seja, a próxima geração?” Existem casos que isso realmente acontece, porém existem também aqueles que quando o filho cresce, ele opta por outro estilo de música, apenas explicando a cultura alternativa no nosso país, e o Rock assim como ela, tem suas miscigenações. Indo do mais clichê ao mais “colorido”, do mais pesado ao mais leve, do mais MPB ao mais samba, do mais pop ao mais melancólico, as pessoas usaram sua subjetividade e personalidade para determinar aquele que mais gosta. A partir do seu estilo de Rock preferido, transformaram seus valores, sua linguagem, e sua forma de se expressar na sociedade, englobando então aqueles roqueiros que usam calças coloridas, aqueles que usam roupas mais leves à lá Renato Russo, aqueles que usam roupas pretas e mais pesadas, e aqueles que simplesmente usam roupas consideradas “normais”. Os estilos dentro do Rock n’ Roll podem ter mudado, mas será que ele ainda tem a mesma essência de antigamente? A questão é que o Rock dos anos 70, 80 e 90 rebelou os jovens, que antes viviam em uma sociedade totalmente contra qualquer tipo de diferença. Eles, indignados com a situação, encontraram no gênero musical a saída para a revolução, dando assim um novo passo à liberdade de expressão. O Rock daquela época falava muito de política e capitalismo e talvez por isso, hoje não o enxergamos tanto como um símbolo de revolução. Nessa crise que o país está passando nos dias de hoje, qualquer um teria afinidade com “Que país é esse?” da Legião Urbana, por exemplo, ou então “O tempo não para” do Cazuza, e diversas outras que conhecemos e que abriam nossos olhos para os problemas. Hoje, o Rock já não tem mais essa cara de “revolução”. Suas letras mudaram, junto com o estilo dos jovens contemporâneos, e partiram para um lado completamente sentimental, esse que já existia antes, porém, hoje com mais muito mais ênfase. No final de tudo, os jovens mudaram seu foco, juntamente com o Rock, e o que difere é a essência. Sim, ela continua a mesma. Continua causando o mesmo impacto assim como fazia anos atrás, continua com toda a sua força em manter o sentimento em primeiro lugar, mesmo que hoje seja mais amor do que antigamente. É isso que faz o Rock ainda permanecer vivo hoje em dia, isso que faz os jovens ainda segui-lo: a essência do sentimento e descrever de alguma maneira, seja mais leve, seja mais densa, tudo o que você e eu sentimos. E ele não acabará exatamente pelo motivo de sempre se revolucionar, junto com aqueles que o ouvem.
O comprometimento com o Rock está evidente naqueles que não desistem dele, que acreditam que apesar de tudo, ele ainda está de pé. Mas quem disse que também não existe naqueles que fielmente continuam seguindo apenas suas “bandas de travesseiro”? Tudo é uma questão de subjetividade. Cada um com seu gosto, mas com um foco em comum: o Rock!

Estilos dos anos 60, 70, 80, 90 e 2000, respectivamente.



Perco o chão sob os meus pés, me falta o ar pra respirar!



Perco o chão sob os meu pés, me falta o ar pra respirar! Com certeza foi o que as milhares de pessoas de ontem sentiram no RiR! O show começou com CPM 22 que já tem sua história no festival. Em 2011, eles ficaram com medo de tocar da noite do Metallica e recusaram. Ontem, se arriscaram e com certeza não se arrependeram de nada depois de um coro histórico do público, principalmente em “Um minuto para o fim do mundo”. Badauí, vocalista da banda, ainda estava apreensivo por tocar na mesma noite que System of a Down e Queens of the Stone Age, mas se superou com um grande show de abertura da noite.  A banda emendou quase todos seus hits nos primeiros 15 minutos de show. "Regina Let's Go", "O mundo dá voltas", "Tarde de Outubro", "Dias atrás" e "Não sei viver sem ter você" foram todas tocadas no começo.
Logo em seguida entrou a Hollywood Vampires com o galã mundial na guitarra, Johnny Deep. O show incrível foi por conta da junção do ator junto com senhores do rock, como Alice Cooper, Joe Perry (guitarrista do Aerosmith), Duff Mckagan (ex-baixista do Guns N' Roses) e Matt Sorum (ex-baterista do The Cult e Guns). Com cover de clássicos do rock, a platéia ia ao delírio a cada vez que viam Johnny Deep, e não é por menos, né? A grande participação ficou por conta de Andreas Kisser, do Sepultura. Queens of the Stone Age entrou já colocando respeito no palco, e o ápice de sua apresentação foi o topless das fãs, provavelmente em homenagem ao baixista da banda que ficou pelado em 2001 no palco do festival.
A despedida da noite ficou por conta do System of a Down que vidrou o público, e se você parar para assistir, com certeza verá os pulos incansáveis da platéia. Apesar dos desmaios e sinalizadores no meio do povo, o show entrou para a memória de quem estava presente.


E quem se apresentará hoje, no quinto dia do festival? Confira aqui embaixo, e nos conte qual show você mais gostou até agora!


                                                            • PALCO MUNDO•

De la Tierra
Mastodon
Faith no More
Slipknot

  
                                                           • PALCO sunset•

Clássicos do Terror
Moonspell + Derrick Green
Nightwish + Tony Kakko
Steve Vai + Camerata Florianópolis


                                                              • eletrônica•

HNQO
Volkoder
Marcelo Cic
Felguk
Alok



                                                            • Rock street•

Bula
Maurício Baia
Wilson Sideral e Luana Camarah



Fica ligado hoje, e não perca o show da banda Bula que já havíamos mostrado a você aqui. Começa às 20h!