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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Rock: seu histórico de vitórias e pedras no caminho

Foi em 65 quando as coisas começaram a mudar. Erasmo Carlos chegou com a Jovem Guarda, e a partir daquele momento, a música brasileira se transformou. Tudo continha música. Desde um simples comercial, até grandes filmes. E há quem diga que nossa comunicação se deve a essas melodias que nos acompanham todos os dias. Com o Rock hospedado de vez em nosso país, a indústria usou a influência que a música possuía na vida das pessoas, e passou a tornar mais real cada aspecto que automaticamente relacionamos a ela hoje, como por exemplo, os diversos estilos que o rock proporcionava: grunge, punk, metal, e por aí vai.
Além dos estilos, a forma de falar se modificou, dando espaço para as gírias. A forma de agir tornou-se mais rebelde, e podemos dizer, mais ousada. A parte difícil começou a partir de 68, quando a censura causada pela Ditadura se fez mais forte, estando presente em cada meio de comunicação possível, desde filmes e jornais até estacionar de vez na música. Vários músicos foram presos ou obrigados a irem para outro país. Muitos fugiram. A liberdade de expressão era tão escassa que ninguém tinha voz, e aqueles que tanto lutavam para mudar essas regras, eram castigados de alguma forma. 


Mas foi na época do clima de tristeza que o país havia acabado de passar que surgiram grandes nomes da música. Eles usaram todo seu descontentamento com as regras que haviam sido estabelecidas anos atrás e usaram seus dons de comunicação para desabafar diante dos problemas que o país ainda vivia: desde o surgimento da AIDS, até as diversas manifestações que ocorriam no Brasil. Foi quando Cazuza e Renato Russo, nos anos 80 e 90 respectivamente, abriram portas para diversos outros artistas, dando a eles a liberdade de fazer o que um verdadeiro roqueiro faz: mostrar sua opinião, seja para quem for.
O jovem foi tendo cada vez mais o seu espaço diante da mídia, até porque ela usava a imagem da juventude junto com a da música, para atrair mais pessoas, e consequentemente no nosso caso, passando a cultura do Rock de geração para geração. O Rock brasileiro tendo em seu histórico desde músicas que falavam de bicicletas, até as mais intensas relacionadas a sentimentos, engloba a muito tempo aqueles que se identificavam com ele e que possuíam um “quê” de rebeldia e transformação. Ele foi a trilha sonora das maiores manifestações ocorrentes no país, e o respeito por ele foi tornando-se cada vez maior.

Chegando ao século XXI, a indústria passou a dar um espaço maior a outras culturas musicais, obrigando o Rock a se reinventar e a se modificar totalmente, misturando diversos outros estilos e dando mais espaço para o sentimento em suas letras. Já passamos pela piores pedras no caminho, quando proibiram a música de ser livre, hoje apenas temos as riquezas que grandes artistas deixaram, e as novas que continuarão marcando mais um século.  


Pois é, a vida não é filme e temos o direito de tomar as rédias dela, com o Rock no ouvido e sempre lutando pelo que é certo. E ele permanece desde os anos 60, com a mídia querendo interferir ou não, ele sempre será a maior forma de comunicação e evolução pela qual o país já passou.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

As Três de Terça

Outra semana das Três de Terça! Hoje iremos apresentar as bandas que vão tocar no show que vai comemorar o aniversário de 30 anos da 89, a Rádio Rock, que você com certeza já conhece. Além dessas três que mostraremos aqui, a comemoração contará com ícones do Rock Nacional, como Titãs, Paralamas do Sucesso, CMP 22, Raimundos, Pitty e também com a banda cover de Legião Urbana (Urbana Legion) e Nem Liminha Ouviu, que já mostramos para você anteriormente aqui.
O show será na Arena Anhembi no dia 28 de novembro, e caso você esteja louco para ir, assim como eu, é só clicar aqui para adquirir os ingressos.


                                                 
                                                    Supercombo



Banda que se formou no Espírito Santo, mas se consagrou em São Paulo, principalmente depois de participar da segunda temporada do programa SuperStar, da Rede Globo. O nome se refere aos músicos da banda, que são de lugares diferentes e possuem gostos e influências musicais diversas.

Integrantes: Leonardo Ramos (vocal e guitarra), Pedro Ramos (guitarra), Carol Navarro (baixo), Paulo Vaz (teclado) e Raul de Paula (bateria).





Vespas Mandarinas



A banda formada no ano de 2009 em São Paulo, tem em seu som o típico rock alternativo e o pop rock. Com o ex-VJ da MTV como vocalista, a banda já foi indicada ao 14° Grammy Latino como "Melhor álbum de Rock Brasileiro" com seu álbum de estréia, "Animal Nacional".

Integrantes: Chuck Hipolitho (vocal e guitarra), Thadeu Meneghini (vocal e baixo) e André Dea (bateria). 





Scalene



Formada em Brasília, a banda ficou em segundo lugar na segunda temporada do programa SuperStar, da Rede Globo. O quarteto tem uma autenticidade musical incrível, e tem como influência as bandas Queens of the Stone Age, Radiohead, O'Brother e Thrice.

Integrantes: Gustavo Bertoni (vocal e guitarra), Tomas Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe Conde "Makako" (vocal e bateria).







sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Quando a essência é a mesma apesar dos anos...

O que nos perguntamos é: qual seria o papel do Rock? É apenas um estilo musical? Na verdade, é uma melodia capaz de expressar qualquer sentimento, seja ele bom ou ruim. De uma forma talvez mais pesada, mais melancólica e mais densa, o sentimento é o principal elemento do estilo musical que não difere identidade de gênero, sexual, profissional ou social. Você pode ser homem, mulher, homossexual, heterossexual, transexual, pedreiro, médico, faxineiro, porteiro, engenheiro, arquiteto, jornalista, recepcionista, pobre ou rico, nada disso importa porque a música será totalmente igual pra você e pra mim. Com o início do Rock, lá na década de 60, as pessoas o utilizavam para expressar-se, surgindo então uma bola de neve em que as letras daquelas melodias sentimentais influenciaram uma geração, que influenciou outra e assim por diante. Essa forma de “mostrar seus pontos de vista” acontece a cada minuto e a cada nota tocada, porém, na época em que os roqueiros ainda usavam boca de sino, tudo tinha uma percepção muito maior. Quando algo é diferente e não sabemos bem como lidar com isso, acabamos julgando sem nem ao mesmo conhecer, e às vezes não seria necessariamente um julgamento, mas sim, uma forma de entender o porquê aquilo ou alguém é diferente. Dessa forma, as pessoas podiam observar de longe aquele “cabeludo, magrelo, com boca de sino”, que logo assemelhavam: “aquele roqueiro”. Fomos mudando com o passar dos anos, e as formas de se vestir passaram a ser mais “pesadas” com cores mais escuras, jaquetas de couro, camisetas que levava os nomes das bandas preferidas dos roqueiros, jeans rasgados, etc.
A época foi mudando, a sociedade foi mudando, e foi tornando cada vez mais perceptível a subjetividade de cada um dentro do Rock. E essa é a essência do estilo, não é? Te ajudar a “se encontrar” e a “se conhecer” melhor. A encontrar nas vozes junto com aquelas melodias, o que realmente te dá uma força para demonstrar suas idéias e pontos de vista. Quer um exemplo dessa força? Quando chegou a difícil época da ditadura, a liberdade de expressão foi ferida, porém, o rock manteve sua marca de demonstrar em suas letras qualquer que fosse o sentimento, e nesse caso, refletiu a revolta dos jovens. Essa marca permanece viva até hoje. Desde contestar o país em que vivemos, até exigir uma mudança, o Rock se tornou um símbolo de personalidade, rebeldia e força de vontade. Os jovens se apegaram a isso para manter sua opinião sem medo nenhum, e isso fez com que o estilo musical fosse o mais popular de todos, nos anos 80 e 90.



Hoje, no século 21, o país teve uma mistura ainda maior de culturas, e o Rock acabou se popularizando e abrangendo muitas pessoas, que mesmo sendo completamente opostas, não mudaram seu estilo como era evidente antigamente. Por ter se popularizado, ele expandiu-se e hoje podemos dizer que não existe somente um Rock, mas sim, vários. Com tantos estilos musicais hoje, nos perguntamos: “será que aquela criança que passou a infância toda ouvindo Rock com os pais, quando crescer se assemelhará a isso? Também ouvirá o gênero e passará para seus filhos, ou seja, a próxima geração?” Existem casos que isso realmente acontece, porém existem também aqueles que quando o filho cresce, ele opta por outro estilo de música, apenas explicando a cultura alternativa no nosso país, e o Rock assim como ela, tem suas miscigenações. Indo do mais clichê ao mais “colorido”, do mais pesado ao mais leve, do mais MPB ao mais samba, do mais pop ao mais melancólico, as pessoas usaram sua subjetividade e personalidade para determinar aquele que mais gosta. A partir do seu estilo de Rock preferido, transformaram seus valores, sua linguagem, e sua forma de se expressar na sociedade, englobando então aqueles roqueiros que usam calças coloridas, aqueles que usam roupas mais leves à lá Renato Russo, aqueles que usam roupas pretas e mais pesadas, e aqueles que simplesmente usam roupas consideradas “normais”. Os estilos dentro do Rock n’ Roll podem ter mudado, mas será que ele ainda tem a mesma essência de antigamente? A questão é que o Rock dos anos 70, 80 e 90 rebelou os jovens, que antes viviam em uma sociedade totalmente contra qualquer tipo de diferença. Eles, indignados com a situação, encontraram no gênero musical a saída para a revolução, dando assim um novo passo à liberdade de expressão. O Rock daquela época falava muito de política e capitalismo e talvez por isso, hoje não o enxergamos tanto como um símbolo de revolução. Nessa crise que o país está passando nos dias de hoje, qualquer um teria afinidade com “Que país é esse?” da Legião Urbana, por exemplo, ou então “O tempo não para” do Cazuza, e diversas outras que conhecemos e que abriam nossos olhos para os problemas. Hoje, o Rock já não tem mais essa cara de “revolução”. Suas letras mudaram, junto com o estilo dos jovens contemporâneos, e partiram para um lado completamente sentimental, esse que já existia antes, porém, hoje com mais muito mais ênfase. No final de tudo, os jovens mudaram seu foco, juntamente com o Rock, e o que difere é a essência. Sim, ela continua a mesma. Continua causando o mesmo impacto assim como fazia anos atrás, continua com toda a sua força em manter o sentimento em primeiro lugar, mesmo que hoje seja mais amor do que antigamente. É isso que faz o Rock ainda permanecer vivo hoje em dia, isso que faz os jovens ainda segui-lo: a essência do sentimento e descrever de alguma maneira, seja mais leve, seja mais densa, tudo o que você e eu sentimos. E ele não acabará exatamente pelo motivo de sempre se revolucionar, junto com aqueles que o ouvem.
O comprometimento com o Rock está evidente naqueles que não desistem dele, que acreditam que apesar de tudo, ele ainda está de pé. Mas quem disse que também não existe naqueles que fielmente continuam seguindo apenas suas “bandas de travesseiro”? Tudo é uma questão de subjetividade. Cada um com seu gosto, mas com um foco em comum: o Rock!

Estilos dos anos 60, 70, 80, 90 e 2000, respectivamente.



Perco o chão sob os meus pés, me falta o ar pra respirar!



Perco o chão sob os meu pés, me falta o ar pra respirar! Com certeza foi o que as milhares de pessoas de ontem sentiram no RiR! O show começou com CPM 22 que já tem sua história no festival. Em 2011, eles ficaram com medo de tocar da noite do Metallica e recusaram. Ontem, se arriscaram e com certeza não se arrependeram de nada depois de um coro histórico do público, principalmente em “Um minuto para o fim do mundo”. Badauí, vocalista da banda, ainda estava apreensivo por tocar na mesma noite que System of a Down e Queens of the Stone Age, mas se superou com um grande show de abertura da noite.  A banda emendou quase todos seus hits nos primeiros 15 minutos de show. "Regina Let's Go", "O mundo dá voltas", "Tarde de Outubro", "Dias atrás" e "Não sei viver sem ter você" foram todas tocadas no começo.
Logo em seguida entrou a Hollywood Vampires com o galã mundial na guitarra, Johnny Deep. O show incrível foi por conta da junção do ator junto com senhores do rock, como Alice Cooper, Joe Perry (guitarrista do Aerosmith), Duff Mckagan (ex-baixista do Guns N' Roses) e Matt Sorum (ex-baterista do The Cult e Guns). Com cover de clássicos do rock, a platéia ia ao delírio a cada vez que viam Johnny Deep, e não é por menos, né? A grande participação ficou por conta de Andreas Kisser, do Sepultura. Queens of the Stone Age entrou já colocando respeito no palco, e o ápice de sua apresentação foi o topless das fãs, provavelmente em homenagem ao baixista da banda que ficou pelado em 2001 no palco do festival.
A despedida da noite ficou por conta do System of a Down que vidrou o público, e se você parar para assistir, com certeza verá os pulos incansáveis da platéia. Apesar dos desmaios e sinalizadores no meio do povo, o show entrou para a memória de quem estava presente.


E quem se apresentará hoje, no quinto dia do festival? Confira aqui embaixo, e nos conte qual show você mais gostou até agora!


                                                            • PALCO MUNDO•

De la Tierra
Mastodon
Faith no More
Slipknot

  
                                                           • PALCO sunset•

Clássicos do Terror
Moonspell + Derrick Green
Nightwish + Tony Kakko
Steve Vai + Camerata Florianópolis


                                                              • eletrônica•

HNQO
Volkoder
Marcelo Cic
Felguk
Alok



                                                            • Rock street•

Bula
Maurício Baia
Wilson Sideral e Luana Camarah



Fica ligado hoje, e não perca o show da banda Bula que já havíamos mostrado a você aqui. Começa às 20h!


terça-feira, 22 de setembro de 2015

As Três de Terça

Nossa segunda semana das Três de Terça traz bandas que nos acalmam. Lógico, depois de um sábado de bate cabeça no RiR, precisamos relaxar ouvindo aqueles que falam nossa língua com as melodias mais calmas possíveis. Você já ouviu Rock Indie? Acredito que você conheça alguma delas, mas não custa passar para quem não sabe, né? Se liga:


Banda do Mar



O trio formado pela jovem cantora Mallu Magalhães, seu namorado Marcelo Camelo (Los Hermanos) e Fred Ferreira tem um som leve envolvido pela voz suave da cantora. Lembrando o rock indie, deixa qualquer um mais calmo.

Integrantes: Mallu Magalhães, Marcelo Camelo. Fred Ferreira.




Vanguart



Banda influenciada por artistas como Johnny Cash, Bob Dylan, Lobão, The Beach Boys, The Velvet Underground, Yhe Beatles e Neil Young, a banda de indie rock mistura seu som com as influências de sua terra natal, Mato Grosso. 

Integrantes: Hélio Flanders (violão, gaita, trompete, bandolim, guitarra, piano rhodes, vocal), Reginaldo Lincoln (voz, baixo, vocal, bandolim), David Dafré (guitarra, lap steel, clarinete, vocal), Douglas Godoy (bateria e percussão), Luiz Lazzaroto (teclano, piano, piano rhodes, baixo, vocal) e Fernanda Kostchak (violino e glockenspiel)





A Banda mais Bonita da Cidade


Com seu início em Curitiba e lembrando as músicas da banda Beirut, a banda se consagrou no país com músicas como "Oração" e "canção para não voltar" que com seu estilo, conquista qualquer idade e opção musical

Integrantes:Uyara Torrente (vocalista), Vinícius Nisi (tecladista), Thiago Ramalho (guitarrista), Marano (baixista) e Luís Bourscheidt (baterista). 

 

Fica ligado na nossa postagem da semana que vem com mais bandas pra você!





segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sábado de bate cabeça e domingo de clássicos no RiR

As apresentações de sábado do RiR foram movidas por fãs fiéis das bandas clássicas às mais atuais. Os roqueiros de carteirinha se empolgaram com a banda de abertura da noite, a banda francesa Gojira. A dupla Royal Blood poderia estar um pouco receosa no início do show, mas como qualquer outro artista no festival, se empolgou com a resposta do público. No último show da banda Mötley Crüe, o baixista deu seu instrumento a um fã do Paraguai que veio até o Rio apenas para ver a banda metal. Os fãs mereciam isso, após ficar horas em um calor de 35° para ver o último show de seus ídolos. A última apresentação da noite ficou por conta da lendária Metallica que finalizou dizendo que aquele havia sido seu melhor show no festival. Apesar do problema que ocorreu no som, após uma pausa de quase 7 minutos, a banda voltou ainda mais animada.



Os shows de domingo no Palco Mundo foram marcados pelos senhores do Rock. Com a abertura de Paralamas do Sucesso que nunca perdem o pique, o público cantou fielmente todas as músicas que marcaram a carreira do trio. Logo depois, o cantor Seal chegou ao palco cantando seu sucessos com uma resposta positiva do público, que esperava ansiosamente pela clássica "Crazy". Logo após, foi a vez do épico Elton John, que possui seus inúmeros hinos. A platéia se empolgou a cada clássico tocado e Elton deu a abertura perfeita para Rod Stewart que estava empolgado até demais. Além da apalpada na violinista, das bolas autografadas chutadas para a platéia, das poses no palco, Rod ganhou o coro do público em "Forever Young". Não podemos deixar de dar um destaque para o show da banda canadense Magic! que se apresentou no Palco Sunset com um coro da platéia em todas sua músicas. O retorno do público foi tão grande que o vocalista Nasri, prometeu voltar ao Brasil todo ano.



Confira abaixo as apresentações que acontecerão na quinta-feira, dia 24:

                                                             
                                                         • PALCO MUNDO•

System of a Down
Queens of the Stone Age
Hollywood Vampires
CMP 22


• PALCO sunset•

Deftones
Lam of God
Halestorm
Project46 + John Wayne


• Eletrônica•

Carl Craig
Dave Clarke
Anderson Noise + Mau Mau + Renato Cohen
2 Attack


• Rock Street•

Age of Artemis
About2Crash
Eminence





sábado, 19 de setembro de 2015

O Rock Não Para | Especial Rock in Rio

FOTO: DIVULGAÇÃO (MIX FM)
Ontem deu-se início a mais uma edição do Rock in Rio, um dos maiores festivais de música do planeta que agora completa 30 anos de história. No palco mundo, a noite foi tomada pelo pop rock, onde foram entoados hinos em coro por uma platéia miscigenada, que mesclava as mais diversas gerações.

A abertura ficou por conta das bandas e cantores nacionais que cantaram seus maiores sucessos ao público para a comemoração de 30 anos de festival. Com a produção de Dinho Ouro Preto, as apresentações de Skank, Jota Quest, Titãs, Blitz, Erasmo Carlos, Frejat, Ivete Sangalo, Paralamas, Ney Matogrosso, Ivan Lins, George Israel e Andreas Kisser, além da abertura com a música "Pro dia nascer feliz" do Barão Vermelho foi o que marcou o ínicio do festival. A segunda apresentação da noite ficou com a banda irlandesa The Script, que animou a galera com as clássicas "Breakeven" e "The Man Who Can't Be Moved". O show levantou a platéia de forma considerável, já que a maior parte esperava pela atração principal, mas claramente foi inesquecível para o público mais jovem assim como o show da banda seguinte.

OneRepublic demonstrou versatilidade, a banda que vem tomando o cenário das rádios atualmente, performou de forma única, com direito até a violoncelo, cover de Seven Nation Army e alguns falsetes aleatórios do vocalista Ryan Tedder (Melody que se cuide). A atração conquistou o público em geral, aparentemente agradou a galera mais old, missão na qual The Script falhou. Não ficaram de fora os hits "Secrets", "Apologize" e o maior sucesso da banda "Counting Stars".

In-des-cri-tí-vel. A palavra resume bem o show da atração principal, a banda Queen, que subiu no palco do RiR mais uma vez passados 30 anos de festival. Substituir um performer único como Freddie Mercury parecia ser uma tarefa impossível, mas não para Adam Lambert. O cara soube realmente como ser um artista completo, fez caras e bocas, gerou memes, mas acima de tudo, soube agradar um público devoto. O ápice da noite aconteceu em "Love Of My Life", a música foi apresentada de forma mais intimista, somente com o Brian May comandando a guitarra e o vocal, e emocionou relembrando o show de 85, com imagens de Mercury rolando no telão. A galera old school e a geração Y foram ao delírio, se uniram em um coro de cem mil vozes e entoaram juntos os sucessos "Somebody to Love" e "We Will Rock You" que foi seguida pela música de encerramento "We are the Champions". 



Não podemos deixar passar em branco a apresentação no Palco Sunset em homenagem à Cassia Eller. Além da voz marcante de Nando Reis, o final do show fez referencia à Cassia que em sua apresentação no RiR de 2001 levantou a blusa e deixou os seios a mostra. Ao som de "Smells like teen spirit" do Nirvana, Tacy de Campos, protagonista do musical "Cássia Eller", Zélia Duncan, Mast'nália e a percussionista Lan Lan fizeram igual e levaram o público ao delírio.

                             Só acho que a Mart'nália conseguiu se empolgar demais, hein?

O som continua rolando e a audiência pode se preparar pra shows um pouco mais pesados. Hoje é dia de metal bebê! Agora calça o coturno, veste um couro manero, traz o seu morcego e confere com a gente o que vai rolar: 

PALCO MUNDO

Metallica
Mötley Crüe
Royal Blood
Gojira 


PALCO SUNSET

Korn
Ministry + Burton C. Bell
Angra + Dee Snider + Doro Pesch
Noturnall + Michael Kiske


ELETRÔNICA

Crookers (ITL)
Heardhunterz (NL)
Tropkillaz
A Liga

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Viva a sociedade alternativa!

O Rock influencia seu jeito de se vestir. O Rock influencia sua forma de ver o mundo. O Rock influencia sua maneira de enxergar a sociedade. O Rock influencia seu modo de agir.



Depois de ter sido por anos o gênero musical mais escutado, hoje, aquele rock de raiz se perdeu no caminho. A sociedade abriu espaço para aqueles com outros estilos musicais, e nosso velho rock teve que se reinventar. Fez parte da cultura, que em nosso país se reinventa a cada segundo.
Os jovens de hoje em dia sempre procuram algo e alguém a quem se espelhar, e isso está presente em qualquer estilo musical que você ouça. Uma característica que foi dada por anos aos rockeiros, foi a de personalidade forte, e o comportamento deles diante das outras pessoas, que com certo ar de rebeldia, influenciou praticamente uma geração inteira. Por que? Porque o que existe na sociedade é o fato das pessoas terem a coragem de se revelar quando estão em um grupo grande de pessoas ou quando possuem um foco, ou nesse caso, um ponto inicial, alguém que fez ou disse algo que elas queriam, porém não tinha coragem. Explica-se assim então, o fato dos rockeiros sempre terem uma personalidade mais forte e talvez até mais decidida, usando isso para manter seu ponto de vista a respeito dos problemas que o país enfrenta e enfrentava. Influenciou e trouxe outros jovens para também lutarem por seus objetivos.
Os rockeiros sempre tiveram uma imagem do resto da sociedade como “drogados e violentos”, aqueles que tinham uma vida boêmia, aqueles tatuados com estilo duvidoso. O que as pessoas sempre esquecem é que existe a subjetividade nesse mundo. Você age de acordo com o que acha certo e o que cabe a você fazer para um bom convívio com as pessoas ao seu redor, certo? Você se veste como quiser. Viver de acordo com os padrões determinados pela sociedade nunca foi uma saída, viver em um mundo de preconceito já se tornou algo ultrapassado. 




Viva a sociedade alternativa!

Hoje é dia de Rock, bebê!

Já não é novidade para ninguém que hoje começa o Rock In Rio, né? Não poderíamos esquecer o maior festival de música e faremos um post após o fim de cada noite de apresentação aqui no Blog, só para comentar. Para vocês ficarem ligados, os shows que acontecerão no Palco Mundo, começarão às 19h e está previsto para acabar pelo menos às 2h. Os que iniciarão mais cedo, são do Palco Sunset e Rock Street, às 15h15 e 15h30, respectivamente e tudo televisionado pelo canal pago Multishow. Veja abaixo a lista completa das atrações de hoje e não perca nossa cobertura no Twitter e Facebook.

                        
Dia 18 de Setembro


 • PALCO MUNDO•

                                             


Rock In Rio 30 anos (A grande homenagem para comemorar os 30 anos do Festival está com presença confirmada de Dinho Ouro Preto, Paralamas do Sucesso, Samuel Rosa e Haroldo Ferretti (Skank), Frejat, Jota Quest, Andreas Kisser (Sepultura), Ney Matogrosso, Ivan Lins, Titãs, Blitz, George Israel e Ivete Sangalo. Fala sério, só não é melhor porque ainda não descobrimos como trazer de volta Renato Russo, Cazuza, Tim Maia, Cássia Eller, Chorão...). Será a abertura do Palco Mundo
     
                                                                    The Script
                                                     OneRepublic
                                             QUEEN + Adam Lambert



PALCO SUNSET

 Homenagem à Cassia Eller
 Lenine e Projeto Carbono
 Ira + Rappin Hood e Tony Tornado
 Dônica + Arthur Verocai


Eletrônica


Kerri Chandler
Barbara Tucker
DJ Meme
Mary Olivetti, Kassin e O Baile do Lincoln
Homenagem a Raul Seixas


Rock Street

Joyce Cândido
Rabo de Lagartixa
João Donato


#RockinRio #éhoje #orocknaopara

terça-feira, 15 de setembro de 2015

As Três de Terça

E aí pessoal, beleza? É o seguinte, faremos um post toda terça-feira aqui no blog para indicar três bandas que está faltando vocês ouvirem. Se liga:


Nem Liminha Ouviu



 Nome engraçado, né? Mas deixa eu explicar: não é Liminha do Programa do Gugu, não. Liminha na verdade é um grande produtor que produziu e tocou com nomes como Gilberto Gil, Mutantes, Paralamas, Titãs, Lulu Santos, O Rappa e Ultraje a Rigor. Como você pode perceber então, é uma homenagem a ele, que ouviu centenas de bandas desde os anos 80. É uma forma de reconhecer um grande produtor e também às bandas que foram esquecidas, e poderiam ter um grande futuro caso tivessem sido ouvidas.

Integrantes: Tatola (vocal), Wecko (guitarra), Marcão (baixo), Gabriel (guitarra) e Jacaré (bateria). 




Bula



Três ex-integrantes da banda Charlie Brown Jr: Marcão, Pinguim e Lena Papini formaram a banda Bula que teve seu início algum tempo depois da confusão causada pelas mortes de Chorão e Champignon. Vale lembrar que a Lena participou da Banca, banda formada pelos ex-integrantes da Charlie Brown que tinha Champignon como vocalista, logo após a morte de Chorão. O som deles lembra bastante do Charlie Brown, porém possuem particularidades, que você perceberá logo após ouvi-los.

Integrantes: Marcão (vocal e guitarra), Pinguim (bateria) e Lena (baixo).




Medulla 



Foi formada em 2005 no Rio de Janeiro. No mesmo ano lançou seu primeiro álbum com nome de “O fim da Trégua”, que se destacou como revelação no Abril Pro Rock e teve grande espaço da revista Rolling Stone nos anos de 2008 e 2009.

Integrantes: Keops e Raony (vocais), Dudu Valle (guitarra), Rodrigo MJ (baixo), Alex Vinicius (guitarra) e Danile Martins (bateria).




E aí, curtiu? Compartilhe no Face e use nossa tag #as3dasemana

Valeu!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Quando o fim é só o começo


                                                                               
                                                      
           
 As pessoas, mais precisamente os brasileiros, iniciaram seu gosto pelo Rock Nacional quando seus pais ainda eram pequenos ou então nem haviam nascido. Foi quando o The Beatles, The Rolling Stones, The Who e diversas outras bandas conhecidas mundialmente abriram espaço para as nossas bandas. Então a cada vez em que você ouvir naquela festa de família “Oh, cupido, vê se deixa em paz”, lembre-se que essa linda canção foi considerada o início do rock brasileiro. Sim, depois que Celly Campello lançou “Estúpido cupido” e “Banho de lua”, o rock nacional de alguma forma deslanchou. Nessa mesma década, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléia e diversos outros cantores da famosa Jovem Guarda iniciaram sua influência nos jovens, mudando principalmente suas formas de se vestir. Foi quando surgiu a rainha Rita Lee que juntamente com Os Mutantes, ficou conhecida internacionalmente graças a seus dotes de misturar o rock com a diversidade brasileira. Raul Seixas chegou nessa mesma década mudando o comportamento dos jovens da época, modificando a maneira deles verem a si mesmos com suas letras de alguma forma, revolucionárias.  
 A maior mudança que conhecemos até hoje é aquela que ocorreu nos anos 80. No meio de conflitos com a ditadura, opressão da liberdade de expressão, jovens sendo presos e assassinados por apenas mostrarem seu ponto de vista, surgiu as maiores bandas brasileiras, que misturavam em seu som a MPB, New wave, pós-punk e synthpop. Estas que em suas letras inspiravam os jovens a lutar por um país melhor, influenciaram os pensamentos e a cultura daqueles que necessitavam de algo para se espelhar. Nesse meio, não podemos deixar de citar a excelentíssima Legião Urbana, com o grande ícone do rock brasileiro, Renato Russo. Barão Vermelho que nos traria um dos maiores poetas do Brasil, Cazuza, que com seu estilo de vida e sua linguagem tocante instigava os problemas que o Brasil vivia, um lugar em que o preconceito se sobressaía e as ideias das pessoas não estavam coincidindo com que realmente era o certo. Além de Titãs, RPM, Sepultura e Paralamas do Sucesso que fizeram história em nosso país.
Na época, a MTV fazia um sucesso estrondoso entre os jovens, e influenciou uma geração inteira e deu ainda mais visibilidade para o gênero. Surgiu assim o Raimundos, com jovens usando desde roupas pretas, coturnos, até as mais básicas que se assemelhavam àqueles que se identificavam mais com Skank, Paralamas e Legião. Não podemos nos esquecer de Mamonas Assassinas que com seu estilo maluco conquistou uma legião de fãs. Porém nem tudo é perfeito, e com a morte de Cazuza nos anos 90 e a de Renato Russo seis anos depois, o Brasil se apegou ainda mais nas bandas que diariamente apareciam na MTV. Além das que permaneceram fazendo sucesso, encontrava-se Kid Abelha, Los Hermanos, LS Jack, Jota Quest, Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii, Charlie Brown Jr., Cássia Eller, entre outros.
Charlie Brown Jr., uma das bandas com maior influência para os jovens do século 21
 No começo dos anos 90, o sucesso da carreira solo de Nando Reis, que havia saído do Titãs, deslanchou juntamente com a carreira de Cássia Eller, que viveu apenas dois anos do século 21. Apesar do pouco tempo, quem nasceu no fim dos anos 90, ainda sente uma grande falta da mulher que foi um grande marco para o Rock Nacional. Justamente no século 21, grandes bandas ganharam um destaque ainda maior no cenário musical, como Charlie Brown Jr., CPM 22, Jota Quest, Capital Inicial e diversas outras. Seus Hits fizeram a cabeça dos jovens, e hoje não há um que viveu naqueles anos e não saiba ao menos cantar “Proibida pra mim”, que tornou Charlie Brown Jr. umas das bandas mais influentes do século atual. A partir daí, as roupas pretas, coturnos e cabelos longos foram dando espaço para as calças largas, bonés e a cultura do skate. Foi a grande mudança cultural que essas bandas fizeram nas cabeças dos jovens. Como ninguém é eterno, mesmo após a morte de Chorão e Champignon do Charlie Brown Jr., essa banda continua viva para os jovens que ainda se espelham em suas letras que uma geração inteira de identificou.
No século 21 o rock se modificou. Todos sabem bem disso. Talvez porque o gosto musical das pessoas tenha mudado, talvez por influencia de outros estilos como sertanejo, pagode, funk e a nova MPB que estão em alta. Os roqueiros contemporâneos foram obrigados a de alguma forma modificar o seu som para estar de acordo com a cultura atual dos jovens do nosso país. O engraçado é que apesar das mudanças, as bandas antigas, que inclusive se modificaram para se encaixar na atualidade, continuam tocando as músicas que fizeram sucesso a anos atrás e tendo o mesmo retorno de antes, com fãs cada vez mais fiéis.
“O Rock nacional morreu nos anos 90/ O Rock Nacional não existe”. Você tem o direito de manter a sua opinião, mas e se nós a modificarmos um pouco? O Rock não morreu, ele apenas mudou. Ele teve essa saída, para tentar manter-se vivo e conviver com seu vizinho que escuta Funk no último volume, ou com seus amigos que sabem todas as letras de sertanejo universitário. Nós sabemos que se você está aqui, é porque ainda tem fé no Rock. Não deixe de conferir as bandas novas que falaremos aqui, as maneiras novas de enxergar o novo Rock.