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terça-feira, 24 de novembro de 2015

As Três de Terça

Três de terça? Você por aqui?
Tava com saudades, né? Eu também! Hoje chega aqui mais três bandas que você vai adorar, e óbvio, adicionar aí na sua playlist!

                                                     
                                                      Bidê ou Balde



Banda formada lá em 1998 na cidade de Porto Alegre no Rio Grande do Sul, lançou seu último CD nesse ano, com o nome de "Gilgongo! ou, a Última Transmissão da Rádio Ducher". Sempre que questionados sobre o nome da banda, os integrantes dão respostas diferentes. Engraçado, não é?

Integrantes: Carlinhos Carneiro (vocal), Vivi Peçaibes (vocal/teclado), Leandro Sá (guitarra) e Rodrigo Pilla (guitarra) na sua formação fixa. Integram a banda os músicos: Lucas Rafael Juswiak (baixo) e Guilherme Schwertner (bateria).





Rancore



Formada no ano de 2001 em São Paulo, a banda tem muita influência de Hardcore e Punk Rock. Seu último álbum levou o nome de "Seiva", lançado em 2001.

Integrantes: Teco Martins (vocal), Gustavo Teixeira (guitarra), Candinho Uba (guitarra), Caggegi (baixo) e Ale lafelice (bateria).


 
                                       



 Britônicos



Banda formada em 2010, possui variadas influências em seus estilo musical, desde o Rock até o Britpop. Nas letras de suas músicas, os tempos modernos e cotidiano são o que predomina. Lançou seu segundo EP esse ano, como o nome de "Onde a estrada vai", que foi produzido e gravado junto com a Pitty.

Integrantes: Felipe Gonçalves, Claudio Froncillo, Gustavo Scripelliti e Lennon Fernandes.



                                        




quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O Rock venera as mídias!

Quando tratamos um assunto, existem diversas mídias que podem nos auxiliar. Todas contribuem para mais conhecimento e nos influência de alguma forma. Acredito que muitas pessoas já ouviram falar de uma página no Facebook chamada “Brasileiríssimos” (clique aqui para entrar). A página retrata a música brasileira em geral, com postagens de frases de músicas e vídeos. Lógico que nós daqui nos identificamos mais com o Rock, mas o que chama a atenção nessa página é o quanto ela resgata aquelas músicas que amamos, mas já tínhamos deixado lá atrás, esquecido de alguma forma.

Desde postagens de Ana Carolina até Suricato, que já citamos aqui no blog, o “Brasileiríssimos” continua tendo cada vez mais fãs. Em nossa página no Facebook nos inspiramos neles que de alguma forma, assim como nós, tentam resgatar a cultura presente na música brasileira




Esse é o foco deles: Por que não fazer uma página com uma cara jovem e mostrar música de todas as épocas? Fazer com que esses jovens se identifiquem de alguma forma é uma boa forma de mostrar que nossa cultura musical também é muito rica. O que é interessante nessa página é que consigo ver o Rock em tudo, em cada postagem referente a qualquer musica, ela sendo rock ou não. 

Uma outra plataforma de interação bem legal é o Tumblr, que tem uma página chamada "Rock Nacional" (clique aqui para entrar). Já começa com a descrição: "Até pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo, quem roubou nossa coragem? Tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor". Bem a cara da revolução que sempre falamos do Rock, não é? Não poderia ser nada mais, nada menos do que um verso da música "Quando o sol bater na janela do teu quarto" da Legião Urbana. 
Nessa página, você encontra uma playlist imensa que com certeza irá se identificar. As postagens com fotos são de alguma forma parecidas com as do "Brasileiríssimos", porém com aquela cara clássica de Tumblr. Para resgatar aquela necessidade básica de qualquer roqueiro dizer o que sente, eles sempre fazem questão de postar alguma citação de grandes artistas.

Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
— Cazuza
(Via Rock Nacional)




A internet é repleta de sites e páginas nas redes sociais que dizem respeito ao que você mais gosta. Você acaba tendo uma eternidade de opções, e hoje mostramos a que mais nos identificamos.

Mas ainda não acabou! Mudando da água para o vinho, encontramos um livro que resume tudo o que queremos repassar aqui no blog a cada postagem. Outra dica, ein? Da Editora Esfera, o livro escrito por Carlos Alves Jr. e Roberto Maia chama-se "Rock Brasil - Um Giro Pelos Últimos 20 Anos do Rock Verde e Amarelo". 

Capa do livro


Se o livro fosse escrito por algum de nossos autores do blog, eu não me surpreenderia. O assunto principal dele é mostrar todo o processo de uma banda iniciante, com todas as dificuldades que ela passa até chegar às rádios. A principal intenção dos autores é incentivar cada vez mais bandas a entrarem em nosso cenário musical, com dificuldade ou não. Afinal, é disso que se faz uma boa história, não é?
O livro mostra que a produção clássica de um Rock se alia com a modernidade, sempre tentando manter esse estilo musical nos gostos do público. Se você lê nossos posts, e acredita assim como nós que o rock brasileiro não está em "extinção" como muitos dizem, precisa dar atenção à esse livro, que ressalta a importância crescente que a produção de rock brasileiro vem adquirindo no cenário nacional.

Esses três tipos de mídias influenciaram na construção no nosso blog. Percebemos que não importa qual tema você se identifique, sempre terá algo que te ajudará a se manter ainda mais perto e informado em relação a ele. 



terça-feira, 3 de novembro de 2015

"Só o que é bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível" - Chorão



Quando tudo o que você quer é gritar. Qual o sentimento daqueles que estavam ali em frente ao corpo do seu ídolo, sem poder fazer nada para trazê-lo de volta? Foi uma grande perda, que alcançou milhares de jovens brasileiros. Parece que quando as pessoas se unem e vêem sua grande dor não sendo a única, fica tudo mais fácil: “Vamos rezar juntos por ele, não importa de qual religião você seja”, eles diziam. Choram por alguém que nunca conheceram, ou que viram poucas vezes pessoalmente em shows ou esbarrando por aí. Mas, o que isso importa? Ele não estava fisicamente, mas seus ensinamentos em cada letra de música, sua forma de ajudar vários jovens a verem o mundo de uma maneira mais justa e sua companhia de todos os dias no fone de ouvido marcaram cada um que pôde viver nessa época. Mas ele se foi. E nada mais novo terá, sobrando apenas aquelas músicas antigas que escutamos todos os dias.
Parece que cada um está perdido e desnorteado. “Como assim? Morreu mesmo, assim do nada? Ele não tinha ido semana passada em um programa de TV?”. Aconteceu. E todos tentaram da melhor forma possível deixar uma homenagem àquele que lhe inspirou. “A vida me ensinou a nunca desistir, nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir”. Ele dizia isso, e todo esse baque que sofremos serviu para mostrar que a nossa vida continua, assim como ele também continua em outro lugar. Vamos procurar evoluir sempre, sem deixar que nada nos coloque para baixo.
Como pode ter ido tão rápido? Todos choravam e se perguntavam por que justamente com seu maior ídolo? Por que ele iria embora dessa maneira tão inesperada? Os olhos de cada um se fixavam no chão, cantando baixinho uma música dele que marcou sua vida, com uma bagunça na cabeça. “Ele não vai voltar, agora vamos ter que acostumar o Rock Brasileiro sem ele”. E se você perguntar agora para qualquer um que tenha aparecido na foto, como eles estão hoje, o sentimento é o mesmo: perda. O Rock Nacional entrou em luto naquele ano, e ainda está ferido. Então, vem cá. Vamos rezar todos juntos de novo, cada um com a sua forma de lidar com esse luto. Será que vamos olhar fixamente pro chão com aquela mesma indignação novamente? Sabia que eu acho que não? A emoção passou, mas o sentimento de perda eterna permanecer. Soubemos lidar com ele. E estamos vivendo. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Somos todos Rock

Desde o início dos anos 2000 o rock aprendeu a se dividir. Essa palavra que causa tantos desacordos: divisão. Quando você julga aquele por ser diferente, começa a surgir o “bullying” que causa recordáveis danos àqueles que sofrem. Podemos começar dizendo que ninguém é santo, e será que dentro do nosso próprio Rock, que sempre defendemos, não existe essa triste forma de tratar as diferenças, chamada “Bullying”?
Conversamos com o Christian Azevedo, 19 anos. O encontramos na Galeria do Rock e ele disse que já sofreu nas mãos dos próprios roqueiros: “Um dia eu estava andando na rua e um grupo de quatro caras começou a me zoar por conta da minha roupa. Eu usava calças coloridas e me chamaram de ‘viadinho’. Acho humilhante fazer isso com quem gosta de um rock diferente, porque no final de tudo, somos todos roqueiros”. Ele conta que os quatro rapazes usavam somente roupas pretas e coturnos, e confessa que não gosta desses estilos: “também não gosto das roupas que eles usam, e nem do tipo de rock que ouvem, em que nem se consegue ouvir a letra da música direito, mas nem por isso fico os xingando no meio da rua”.
Sabemos que existe mesmo essa diferença dentro do nosso estilo musical preferido. Sabe aquela típica família brasileira em que por lei deve conter um pai, uma mãe, uma filha namorando um menino, e um filho namorando uma menina? Bom, é um bom exemplo para darmos a respeito do conservadorismo. No Rock não é diferente. Conversamos também com o Paulo Ferreira, 27 anos, lá na Galeria. Ele acredita que existe o Rock, e o que chamam de Rock por preguiça de acharem outro nome que defina tal estilo. “Não consigo entender porque insistem em chamar essas bandas coloridas de Rock. É tudo fase, tudo modismo. Viu como já sumiram todos? Só sobra o rock de verdade. Confesso que tenho vontade de bater nesses famosos ‘emos’ ou naqueles de roupinha colorida. Não sabem como chamar aquele tipo de música, então incluem como rock. Ridículo isso, todos ‘poser’”. E não foi só o Paulo que teve essa opinião, mas também outras sete pessoas que conversamos, pensavam o mesmo. “Poser” é um termo muito usado no meio do Rock, pois significa algo “falso” que trai o movimento do Rock n’Roll. Praticamente todos usaram essa mesma expressão.

Cristian à esquerda e Paulo à direita
Mas mesmo tendo a opinião deles, estão corretos em discriminar assim o outro diferente? A sociedade denominou todos esses estilos como Rock. Mas que tal nos colocar na pele do outro? Foi o que disse Airan Correia, 30 anos. “Eu não gosto de julgar ninguém, porque eu sei que sou diferente. As pessoas me estranham, me encaram muito como se eu fosse algum tipo de aberração. Não digo a ninguém, mas tenho vergonha e fico chateado por isso. No fundo, somos todos iguais”. Airan colocou seu primeiro piercing aos 14 anos, e a partir daí não parou mais. Seu corpo todo tem tatuagens e piercings e possui uma barba comprida. Cada um se sente bem de uma forma, então por que julgar?
Quando pensamos em características daqueles que curtem Rock, temos outra divisão. Por um lado, aqueles todos de preto, e mesmo assim cada um tendo sua subjetividade; por outro, aqueles considerados “coloridos”; e também aqueles normais meros mortais, que não sabemos que gostam de rock apenas por olhar. É difícil citar uma característica que todos tenham, até porque cada um é muito diferente, mas o que podemos tirar de ensinamento por aqueles que conhecemos ao decorrer deste blog, é que todos não têm medo nenhum de expressar sua opinião, algo que os roqueiros fazem com facilidade desde o começo de tudo. Se a nossa música expressa sentimentos, por que não expressar os nossos? Essa é a questão.
Será que exatamente esse esquema de “expressar opinião e sentimentos” não contribui para o bullying? Não é o que a Paloma Murakami, 23 anos diz. “Acho sim que esse estilo proporciona para as pessoas essa forma de se expressar, mas não quer dizer que se deve ferir os outros, faltando com respeito. Acho que cada um tem seu estilo roqueiro, eu também tenho o meu, mas talvez seja essa a graça: sermos todos diferentes. Eu sempre digo o que penso, mas penso duas vezes em falar se isso for ferir alguém”.
Paloma também nos contou sobre como ser uma mulher roqueira: “Nunca me discriminaram, o que acontece são os caras que às vezes ficam surpresos em saber que conheço uma ‘tal banda’, como se somente eles tivessem direito a essa cultura. Mas quando você tem amigos que te conhece, isso não existe mais. A diferença é que não vou no meio dos bate-cabeça que acontecem nos shows, mas ainda estou lá curtindo igual”. Não existe diferença de sexo no Rock. Mais especificamente, as mulheres que gostam de tal tipo de Rock, geralmente têm o mesmo estilo do que os homens. A forma de se expressar continua a mesma. E aí de você em dizer que elas são diferentes.
Ambos frequentam os mesmos lugares. Por exemplo, o grupo do Paulo que conversamos acima sempre marca presença no “Manifesto Bar”, uma casa de shows lá no Itaim. A Paloma disse que sempre está com seus amigos no barzinho “The Pub” também em São Paulo. Segundo ela, gostam de se reunir para tomar uma cerveja e conversar sobre o dia a dia. “É algo normal, fazemos coisas que qualquer um faz, mas preferimos barzinhos que tocam as nossas músicas, aquelas que conhecemos. Já fui a alguns que só tocava sertanejo e pagode, não tenho nada contra, mas me senti deslocada. Querendo ou não, o estilo de música que gostamos forma nossa vontade sobre as coisas do dia a dia”.

Paloma à esquerda e Roberto à direita ( Cristina não quis aparecer na foto)
Conversamos com mais outras duas pessoas: Cristina Moraes, 22 anos, e Roberto Borges, 22 anos. Os dois são namorados e roqueiros, mas gostam de freqüentar lugares diferentes. Cristina gosta de se reunir com os amigos para tocar em sua banda, ela é a vocalista. Seu tão amado passatempo é completamente diferente do de Roberto, que gosta de passar o dia andando de Skate com os amigos, tudo ao som de “Charlie Brown”, é claro. “Gostamos de coisas diferentes, mas não quer dizer que não fazemos juntos às vezes. Adoro ir aos ensaios da Cris, assim como ela sempre se aventura no Skate comigo”, afirma Roberto.
Consequentemente encontramos todos os entrevistados acima no mesmo lugar: Galeria do Rock. Segundo Airan, é um lugar que se sente em casa. “Faço muitas compras aqui e me animo pra vir. É um lugar que ninguém me olha torto e posso fazer o que eu quiser”. Se você ir até lá, com certeza encontrará roqueiros de qualquer estilo, desde os que tem um mais casual até os mais pesados. Essa é exatamente a graça do local.

Galeria do Rock
O que não canso de dizer é que o Rock transparece como a sociedade está hoje: diversificada. Por que não ter pessoas diferentes dentro de um mesmo estilo musical?

Somos todos Rock, amigo. Vamos terminar nosso post com a frase mais clichê do Rock, mas também a mais verdadeira: “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”...  

As Três de Terça

Pessoal, sabemos que você adoram as três de terça e não pudemos deixar de mostrar hoje três bandas que vão adorar:

                                                    
                                                         VInDa
                                                           
                   

Banda formada pelo vocalista Vinicius D'Ávilla que já tocou com a banda astronautas. Segue na estrada nesse seu projeto junto com Guto Szuster na bateria e Jackson Pinheiro no baixo.





Tópaz

                                                                                 

O primeiro CD da banda gaúcha foi lançado em 2007 com onze faixas e possui a mesma formação a quatro anos. Seu som é muito conhecido de onde vem e você merece ouvir. Os integrantes são: Cris (vocal e guitarra), Fly (baixo e vocal), Gigante (guitarra) e Will (bateria).

                                                                                  

    
                                                                          Aliados

                                                                               

Banda formada em Santos no ano de 2000. Teve seu auge participando da trilha sonora da "Malhação" da TV Globo com a música "Sorrindo". É uma mistura de rock alternativo, hardcore melódico, punk rock e pop rock. Os integrantes são Fildzz (vocal), Dudu Golzi (vocal e guitarra), Rafa Borba (bateria) e Oliver Kivitz (baixo).

                                                                                 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Quando o fim não foi só o começo para a MTV Brasil

“Oi, eu sou Astrid e é com o maior prazer que eu estou aqui anunciando para vocês que está no ar a MTV Brasil!”. Foi o que Astrid Fontenelle disse assim que a MTV Brasil entrou no ar em 20 de outubro de 1990. Quem era a Astrid? Bom, você deve conhecê-la principalmente pelos programas que ela apresenta hoje na TV a cabo, caso você não conheça, sua mãe ou irmã com certeza devem conhecer.

 
 Astrid abrindo a MTV em 1990

Astrid juntamente com Cuca Lazzarotto, Daniela Barbieri, Rodrigo, Maria Paula (ex-Casseta e Planeta), Gastão Moreira, Zeca Camargo (você conhece principalmente pelo Fantástico) e Thunderbird foram os primeiros apresentadores da MTV, mais conhecidos como VJ’s. Talvez a maior graça do canal tenha sido a questão de que eles, e também os que se integraram na emissora posteriormente, tinham pouca ou nenhuma experiência em televisão, sendo apenas jovens que falavam a língua dos jovens.
Toda essa história foi a resposta da pergunta: Por que não existir um canal que se dedique aos jovens e à musica? Antes, o clipes musicais eram transmitidos principalmente no “Fantástico” da Rede Globo, além de outros programas da emissora, então por que não fazer algo diferente?
Com “Garota de Ipanema” na voz de Marina Lima, a MTV iniciou sua história no Brasil. Programas que se dedicavam a diferentes estilos de música, como “Yo!” para hip-hop e rap, “Fúria Metal” para Heavy Metal e Hard Rock, e “121” e “Lado B” que mostravam um lado alternativo do Pop e do Rock que não seguiam as tendências do momento. Esse foi o começo de uma emissora que jovens queriam apenas se divertir, fazendo música, humor, jornalismo e esporte da maneira mais leve possível. As músicas tocadas eram internacionais, assim como os ídolos da maioria dos brasileiros da época. Mas por que não mudar isso? Começou assim, um foco para as bandas brasileiras, como Paralamas do Sucesso e Skank. A partir daí, os clipes nacionais passaram a encher o Top 10 da emissora.
Mas quero contar como eu conheci a MTV, porque acredito que a maioria dos jovens da minha idade tenham conhecido da mesma maneira. Nosso foco aqui é o Rock, mas grandes programas de humor, ou relacionamento, como é o caso do “Beija Sapo”, chamaram a atenção de mais pessoas, deixando o foco da emissora para jovens entre 14 e 35 anos. A MTV de verão que levava as principais bandas brasileiras para um “luau” na praia, o “Rockgol” que era um jogo de futebol com bandas competindo entre si, “Disk MTV” em que as pessoas ligavam e votavam nos clipes que queriam ver, o “Covernation” apresentado pelo Marcos Mion em que duas bandas competiam por um troféu, Top Top que ensinava muitas coisas do universo da música em que cada programa tinha um tema, mostrando as 10 principais musicas que se referiam à ele, e o que deu ênfase às bandas brasileiras: “Os piores clipes do mundo”, sim, mesmo com Marcos Mion massacrando diversos clipes, justamente isso que fez com que jovens prestassem mais atenção àquelas bandas. 
Sabe várias das bandas que citamos nas “Três de Terça”? A maioria vimos através da MTV desse século, em que competiam no tão esperado "Prêmio VMB" que foi outro marco da emissora. Entre elas, estão Vespas Mandarinas, Vanguard, Vivendo do ócio, entre outras.
Nesse século, já por conta de Titi Muller, Didi, Penélope Nova, Paulinho Serra, Pc Siqueira, Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Bento Ribeiro, Luiza Micheletti, Marcos Mion, até ele ir para a Record, entre outros, fizeram a grade da emissora, que lutava para manter sua essência usando principalmente os meios de comunicação digital para manter-se de pé e se aproximar mais de seu público. Mas será que tudo o que é bom, realmente acaba? Pois é, a MTV está na TV a cabo hoje, deixando a dominação "Brasil" e sendo simplesmente "MTV", completamente diferente e sem a essência que tinha. Seu último programa foi exibido em 30/09/2013 e teve seu fim na meia-noite do dia 01/10/2013. O programa foi uma espécie de "especial de despedida", contando com bandas que fizeram a história do canal, e VJ's antigos e novos que choravam sem parar. Teve como não chorar com eles? Hoje, a MTV não tem mais VJ's, tendo em maior parte de sua programação, séries de TV.
E se você me disser que hoje o Rock não está tão na vista dos jovens como antigamente, justamente pela queda da MTV, eu acreditaria? Talvez, pois como eu disse, ela realmente fazia a cabeça dos jovens e formou a personalidade de muitos. Vale a pena ir ao Youtube assistir aqueles programas de antigamente, que mexiam tanto com nós, e se você não viu, mexerá com você também. 

Astrid que abriu em 1990, também encerrou a MTV no ano de 2013

Foi uma história de 23 anos de muita alegria a quem assistia. Por que decidimos falar dela? Citamos uma vez nesse post e nada mais justo do que dar ênfase à essa grande forma de comunicação que fez uma espécie de ideologia na adolescência. Obrigada por ter existido MTV, e nos mostrado o Rock, e como um simples Acústico seu deveria ser feito mais vezes. Nos despedimos de uma maneira triste, mas quem sabe um dia ela volta com aquela essência de antigamente? O fim pode ser o começo, não é?

terça-feira, 20 de outubro de 2015

As Três de Terça

Fala galera! Acharam que não ia rolar as Três de Terça dessa semana? Claro que não deixaríamos passar, afinal antes tarde do que nunca! rs
E nessa semana temos três bandas beeem diferentes: Vivendo do Ócio, Aditive e Suricato!

     
Vivendo do Ócio



A banda surgiu em 2006. O nome foi escolhido através de tardes preguiçosas de som e a banda se inspira em fazer um som contemporâneo de bandas como: The Strokes, The Hives, Arctic Monkeys, entre outros. Os integrantes são: Jajá Cardoso (voz e guitarra), Luca Bori (baixo), Davide Bori (guitarra) e Mamede (bateria).





Aditive



A banda surgiu em 2002, tem como gênero um hardcore melódico e já esteve em mais de dezenove estados brasileiros; É formada por: Sandro (voz e guitarra), Pablo Nechi (guitarra), Claudio (baixo) e Rafael (bateria).


 



Suricato


Suricato já participou do programa Superstar da Rede Globo e é composta por 4 integrantes: Rodrigo Suricato (voz, violão, guitarra, mala, bumbo, banjo, weissenborn, ukulele e gaita), Raphael Romano (baixo e percussão), Pompeo Pelosi (percussão e bateria) e Guilherme Schwab (didjeridoo,wiessenborn, viola caipira, gaita, violão e banjo).