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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Quando o fim é só o começo


                                                                               
                                                      
           
 As pessoas, mais precisamente os brasileiros, iniciaram seu gosto pelo Rock Nacional quando seus pais ainda eram pequenos ou então nem haviam nascido. Foi quando o The Beatles, The Rolling Stones, The Who e diversas outras bandas conhecidas mundialmente abriram espaço para as nossas bandas. Então a cada vez em que você ouvir naquela festa de família “Oh, cupido, vê se deixa em paz”, lembre-se que essa linda canção foi considerada o início do rock brasileiro. Sim, depois que Celly Campello lançou “Estúpido cupido” e “Banho de lua”, o rock nacional de alguma forma deslanchou. Nessa mesma década, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléia e diversos outros cantores da famosa Jovem Guarda iniciaram sua influência nos jovens, mudando principalmente suas formas de se vestir. Foi quando surgiu a rainha Rita Lee que juntamente com Os Mutantes, ficou conhecida internacionalmente graças a seus dotes de misturar o rock com a diversidade brasileira. Raul Seixas chegou nessa mesma década mudando o comportamento dos jovens da época, modificando a maneira deles verem a si mesmos com suas letras de alguma forma, revolucionárias.  
 A maior mudança que conhecemos até hoje é aquela que ocorreu nos anos 80. No meio de conflitos com a ditadura, opressão da liberdade de expressão, jovens sendo presos e assassinados por apenas mostrarem seu ponto de vista, surgiu as maiores bandas brasileiras, que misturavam em seu som a MPB, New wave, pós-punk e synthpop. Estas que em suas letras inspiravam os jovens a lutar por um país melhor, influenciaram os pensamentos e a cultura daqueles que necessitavam de algo para se espelhar. Nesse meio, não podemos deixar de citar a excelentíssima Legião Urbana, com o grande ícone do rock brasileiro, Renato Russo. Barão Vermelho que nos traria um dos maiores poetas do Brasil, Cazuza, que com seu estilo de vida e sua linguagem tocante instigava os problemas que o Brasil vivia, um lugar em que o preconceito se sobressaía e as ideias das pessoas não estavam coincidindo com que realmente era o certo. Além de Titãs, RPM, Sepultura e Paralamas do Sucesso que fizeram história em nosso país.
Na época, a MTV fazia um sucesso estrondoso entre os jovens, e influenciou uma geração inteira e deu ainda mais visibilidade para o gênero. Surgiu assim o Raimundos, com jovens usando desde roupas pretas, coturnos, até as mais básicas que se assemelhavam àqueles que se identificavam mais com Skank, Paralamas e Legião. Não podemos nos esquecer de Mamonas Assassinas que com seu estilo maluco conquistou uma legião de fãs. Porém nem tudo é perfeito, e com a morte de Cazuza nos anos 90 e a de Renato Russo seis anos depois, o Brasil se apegou ainda mais nas bandas que diariamente apareciam na MTV. Além das que permaneceram fazendo sucesso, encontrava-se Kid Abelha, Los Hermanos, LS Jack, Jota Quest, Capital Inicial, Engenheiros do Hawaii, Charlie Brown Jr., Cássia Eller, entre outros.
Charlie Brown Jr., uma das bandas com maior influência para os jovens do século 21
 No começo dos anos 90, o sucesso da carreira solo de Nando Reis, que havia saído do Titãs, deslanchou juntamente com a carreira de Cássia Eller, que viveu apenas dois anos do século 21. Apesar do pouco tempo, quem nasceu no fim dos anos 90, ainda sente uma grande falta da mulher que foi um grande marco para o Rock Nacional. Justamente no século 21, grandes bandas ganharam um destaque ainda maior no cenário musical, como Charlie Brown Jr., CPM 22, Jota Quest, Capital Inicial e diversas outras. Seus Hits fizeram a cabeça dos jovens, e hoje não há um que viveu naqueles anos e não saiba ao menos cantar “Proibida pra mim”, que tornou Charlie Brown Jr. umas das bandas mais influentes do século atual. A partir daí, as roupas pretas, coturnos e cabelos longos foram dando espaço para as calças largas, bonés e a cultura do skate. Foi a grande mudança cultural que essas bandas fizeram nas cabeças dos jovens. Como ninguém é eterno, mesmo após a morte de Chorão e Champignon do Charlie Brown Jr., essa banda continua viva para os jovens que ainda se espelham em suas letras que uma geração inteira de identificou.
No século 21 o rock se modificou. Todos sabem bem disso. Talvez porque o gosto musical das pessoas tenha mudado, talvez por influencia de outros estilos como sertanejo, pagode, funk e a nova MPB que estão em alta. Os roqueiros contemporâneos foram obrigados a de alguma forma modificar o seu som para estar de acordo com a cultura atual dos jovens do nosso país. O engraçado é que apesar das mudanças, as bandas antigas, que inclusive se modificaram para se encaixar na atualidade, continuam tocando as músicas que fizeram sucesso a anos atrás e tendo o mesmo retorno de antes, com fãs cada vez mais fiéis.
“O Rock nacional morreu nos anos 90/ O Rock Nacional não existe”. Você tem o direito de manter a sua opinião, mas e se nós a modificarmos um pouco? O Rock não morreu, ele apenas mudou. Ele teve essa saída, para tentar manter-se vivo e conviver com seu vizinho que escuta Funk no último volume, ou com seus amigos que sabem todas as letras de sertanejo universitário. Nós sabemos que se você está aqui, é porque ainda tem fé no Rock. Não deixe de conferir as bandas novas que falaremos aqui, as maneiras novas de enxergar o novo Rock. 

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